BRSK GENE Lança "O Futuro Que Poderia Ser"
Com influências que remetem ao peso industrial de Fear Factory e ao experimentalismo de Powerman
Existem dores que não possuem nome fácil. Não é saudade do que passou, mas o luto por um amanhã que se apagou antes mesmo de existir. É sobre esse "espaço entre as coisas" que versa "O Futuro Que Poderia Ser", o novo e mais denso capítulo da jornada de BRSK GENE.
Se você espera um metalcore convencional, prepare-se para ser puxado por algo mais profundo. A faixa não é música de fundo; é um convite à presença absoluta. Nascida de uma fusão rara no cenário nacional, a música utiliza o groove do Nu Metalcore como espinha dorsal, mas permite que o Hardstyle e o Cybermetal invadam o sistema.
Com influências que remetem ao peso industrial de Fear Factory e ao experimentalismo de Powerman 5000, a faixa traz um contraste cortante: de um lado, os kicks distorcidos do rawstyle e sintetizadores mecânicos; do outro, as linhas vocais mais melódicas e marcantes já entregues pelo projeto, inspiradas na entrega emocional do System of a Down.
"Vocais melódicos foram minha maior dificuldade. Quase desisti da música por isso, mas talvez por terem custado tanto, eles carreguem o peso que têm agora", revela Jus/i, a mente por trás do Brsk Gene.
Parte do universo do álbum M4ss RAW Dub — que reimagina Massaranduba (SC) como um território pós-apocalíptico — a música funciona como um replay emocional. A estrutura da faixa é um loop: o refrão retorna igual, como quem está preso em uma escolha que não volta mais, um "e se" que ecoa nas ruínas do que não foi salvo.
Curiosamente, a faixa é uma das mais antigas do projeto, revisitada agora com o auxílio de equipamentos vintage, como a bateria eletrônica Simmons SDS1000 dos anos 80. O resultado é um som que navega entre o passado analógico e o futuro digital, fechando o ciclo de renascimento proposto pelo artista.
Sobre BRSK GENE
Lançado oficialmente em 2025 após uma década de silêncio criativo, BRSK GENE (lê-se Bersérk Gene) é o grito de quem transformou TDAH, ansiedade e intensidade em manifesto. Misturando o peso de nomes como Korn e Spiritbox com a brutalidade moderna de Bad Omens, o projeto solo de Jus/i é nu metalcore brasileiro que não tem medo de sentir demais.
"O Futuro Que Poderia Ser" já está disponível em todas as plataformas de streaming.
Ouça agora "O Futuro Que Poderia Ser": https://tratore.ffm.to/ofuturoquepoderiaser
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