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19 detidos em Bilbau após distúrbios com queima de carros

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Minuto Fonte Externa
26 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
19 detidos em Bilbau após distúrbios com queima de carros

A polícia basca (Ertzaintza) deteve hoje em Bilbau 19 pessoas e está a investigar outras três por causa de distúrbios, como queima de carros e contentores de lixo, além de ataques a estabelecimentos comerciais.

 

Os distúrbios foram protagonizados por radicais que protestavam contra um evento do 'agitador político' Vito Quiles, que acabou por ser cancelado.

Entre os detidos, há sete menores, três jovens de 18 anos e um de 19. Os outros oito detidos ainda estão sob investigação.

As outras três pessoas investigadas são um menor de 17 anos e dois jovens de 22 anos, segundo revelou a Ertzaintza.

Os distúrbios, que provocaram vários danos no mobiliário urbano e nos estabelecimentos da cidade, ocorreram após uma manifestação de milhares de 'antifascistas' em frente à Universidade de Deusto.

O protesto era contra um evento, marcado para as 19:00 (18:00 em Lisboa), que contaria com a participação do agitador Vito Quiles.

O próprio Quiles anunciou, nas suas redes sociais, o cancelamento do evento cerca de meia hora antes da hora prevista, alegando motivos de segurança.

Após a dispersão da manifestação, centenas de radicais deslocaram-se para a avenida Lehendakari Aguirre, nas proximidades.

Aí, incendiaram uma moto da Polícia Municipal e dezenas de contentores de lixo, que tinham arrastado para o meio da estrada, e lançaram pedras contra os polícias e contra a esquadra da Ertzaintza, no bairro de Deusto.

Pouco antes, um contentor de entulho foi incendiado por indivíduos encapuzados na rua Francesc Maciá, perto da avenida Lehendakari Aguirre. Lançaram também foguetes e pedras contra os agentes da Ertzaintza.

Posteriormente, os distúrbios deslocaram-se para a Praça de Euskadi, junto à ponte de Deusto, e para o centro da cidade, onde radicais incendiaram cerca de meia dúzia de veículos e, mais uma vez, numerosas lixeiras.

O 'lehendakari' (presidente do governo basco), Imanol Pradales, manifestou a sua "profunda preocupação" com estes distúrbios "intoleráveis" e "inaceitáveis", protagonizados por grupos de radicais.

O conselheiro basco de Segurança, Bingen Zupiria, também comentou os episódios em declarações à ETB, referindo que "dá a impressão de que alguém está a tentar emular movimentos violentos vistos noutras partes da Europa".

O presidente da Câmara de Bilbau, Juan Mari Aburto, classificou os distúrbios como aterradores, sublinhando que os manifestantes "não são antifascistas (…) são autênticos fascistas".

Aburto manifestou a sua solidariedade aos comerciantes "cujas lojas foram saqueadas, àqueles que viram os seus veículos serem incendiados, e aos cidadãos de Bilbau que tiveram de suportar uma tarde absolutamente horrorosa".

Milhares de pessoas, convocadas por coletivos "antifascistas", participaram à tarde, antes dos distúrbios, numa mobilização nas imediações do campus da Universidade de Deusto para protestar contra o evento de Vito Quiles-

A instituição académica decidiu suspender todas as suas atividades e encerrar o campus durante a tarde, prevendo a possibilidade de distúrbios, decisão que não foi bem vista pelo conselheiro basco para a Ciência, Universidades e Inovação, Juan Ignacio Pérez Iglesias.

Leia Também: Mais de 120 detidos e 15 polícias feridos em distúrbios em Barcelona

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