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Acidente em Toledo podia ter sido mais grave. Havia um 3.º comboio

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Minuto Fonte Externa
30 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Acidente em Toledo podia ter sido mais grave. Havia um 3.º comboio

A tragédia em Urda, Toledo, podia ter sido ainda pior, noticia hoje o El Correo.

 

Segundo uma investigação a que este meio teve acesso, no momento em que se deu a colisão entre os dois comboios de alta velocidade havia um terceiro comboio na mesma linha, que terá conseguido parar a tempo. 

As informações são de uma investigação da Polícia Judiciária espanhola e de fontes próximas da AITAT, a autoridade independente que está a investigar o acidente  

A falha no sistema LZB afetou seis comboios ao longo de uma faixa de 63 km e a situação na zona do acidente era de "absoluto congestionamento", detalha-se.

Este terceiro comboio de que agora se fala circulava de Sevilha para Madrid e avançava no sentido contrário ao local onde se deu o embate entre o comboio AVE e o comboio Iryo.

Segundo a linha do tempo, a composição esteve imobilizada na linha durante cerca de 13 minutos quando, um minuto antes da colisão, voltou a arrancar, a uma velocidade de entre 34 a 73 km/h. Voltou a parar e, minutos depois do acidente, retomou a marcha a um ritmo ainda mais lento. Acabou por parar no quilómetro 121, a cerca de dois quilómetros do local onde os outros dois comboios tinham chocado.

A investigação refere, ainda, que o comboio da AVE que embateu contra outro seguiria entre 160 a 200 km/h no momento do acidente. Isto porque quatro minutos após a partida, o AVE atingiu uma velocidade média de 214 quilómetros por hora.

Às 08:51:49, perto do quilómetro 111, a velocidade atingiu os 236 e, no intervalo seguinte, baixou para 181, momento em que o maquinista terá começado a travar.

A AITAT estima, assim, que a velocidade do impacto se situou entre os 160 e os 200 quilómetros por hora, aguardando-se os dados oficiais registados.

A investigação inclui ainda uma análise aos movimentos de um outro comboio, que seguiria também para Madrid. O comboio estava a cerca de 50 quilómetros quando recebeu uma ordem incorreta para avançar. O maquinista, porém, percebeu o erro e exigiu que este não arrancasse.

O acidente

O acidente ferroviário de ontem em Espanha é "verdadeiramente inverosímil" e deu-se após um dos comboios ter recebido uma ordem "inexplicável" para avançar quando havia um sinal vermelho e outras composições paradas na mesma linha,  referiu o governo a descrever a tragédia.

De acordo com o ministro dos Transportes de Espanha, Oscar Puente, houve, por volta das 08h30 locais (07h30 em Lisboa), uma falha no sistema automático de segurança, por causa de falhas nas redes de comunicação, o que obrigou a parar de forma automática todos os comboios que circulavam num troço de 63 quilómetros.

Devido à falha informática, o controlo da circulação passou a ser assumida por um centro de controlo que funciona em Madrid.

Foi então que, às 08h36, um dos comboios (um AVE, da empresa pública Renfe) recebeu uma ordem ou foi autorizado a "retomar a marcha com normalidade" e chocou com um outro comboio, da empresa privada Iryo, que continuava parado à entrada da estação de Urda, segundo Puente revelou ontem numa conferência de imprensa em Madrid.

O acidente fez, pelos menos, 69 mortos e mais de uma centena de feridos.

Leia Também: Acidente de comboio em Toledo: Há "31 sacos com restos mortais parciais"

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