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Açores: Associações criticam limitações nas ligações aéreas e marítimas

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Minuto Fonte Externa
6 de novembro de 2026 • 3 min de leitura
Açores: Associações criticam limitações nas ligações aéreas e marítimas

Várias entidades e associações do grupo Central dos Açores defenderam hoje que as limitações nas ligações aéreas e marítimas continuam a constituir o "principal constrangimento" ao desenvolvimento das ilhas Terceira, Faial, Pico, São Jorge e Graciosa.

Numa nota de imprensa hoje divulgada, representantes de entidades e associações do grupo Central indicaram que fizeram uma reunião a 30 de outubro, em São Jorge, na qual debateram o modo como que as ligações aéreas e marítimas "condicionam a mobilidade das populações, a atividade empresarial, a circulação de mercadorias e a dinamização turística".

Segundo a nota, do encontro "resultou um entendimento claro quanto à necessidade de ultrapassar uma lógica de desenvolvimento isolado de cada ilha".

"Deve-se assumir o grupo Central como uma verdadeira unidade económica e territorial, capaz de construir respostas conjuntas para problemas que são, em grande medida, comuns", indicaram.

As associações consideraram que "não é possível falar de coesão territorial, competitividade empresarial ou desenvolvimento turístico integrado sem garantir transportes regulares, adequados e articulados entre as cinco ilhas".

No transporte aéreo, foi manifestada particular preocupação com a "insuficiência de ligações, os horários disponíveis e as dificuldades de mobilidade das ilhas de menor dimensão, nomeadamente da Graciosa".

Relativamente ao transporte marítimo de passageiros, foi defendida a necessidade de rever o atual modelo de operação, "reforçando as ligações entre as ilhas, particularmente durante a época alta, e garantindo soluções que respondam às necessidades das populações e dos visitantes".

Também no transporte marítimo de mercadorias considerou-se "fundamental assegurar maior regularidade, capacidade e previsibilidade, promovendo a competitividade das empresas e melhores condições de abastecimento".

No setor do turismo, foi destacada a importância de "consolidar uma oferta integrada, que valorize as características diferenciadoras de cada ilha e incentive os visitantes a conhecer mais do que um destino durante a sua estadia".

Defendeu-se ainda uma economia "mais diversificada, produtiva e geradora de valor acrescentado, capaz de reduzir a dependência de subsídios e transferências e de reforçar a capacidade de produção e exportação da região".

Os participantes consideraram "fundamental fortalecer a articulação entre as entidades representativas das cinco ilhas, construindo uma posição concertada perante os decisores políticos e contribuindo para a identificação de soluções concretas para os problemas comuns".

"O grupo Central não pode continuar a ser apenas uma designação geográfica. Deve afirmar-se como uma verdadeira unidade de desenvolvimento, cooperação e oportunidade, onde a dimensão conjunta das cinco ilhas seja uma vantagem competitiva e um instrumento efetivo de coesão territorial", concluiu-se.

Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.

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