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AML manifesta pesar pela morte de Joaquim Letria

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Minuto Fonte Externa
20 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
AML manifesta pesar pela morte de Joaquim Letria

A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) manifestou hoje "profundo pesar" pela morte de Joaquim Letria, lembrando o "jornalista revolucionário" e "cidadão politicamente empenhado" na consolidação da democracia.

 

O escritor e jornalista Joaquim Letria morreu na sexta-feira, aos 82 anos, em sua casa.

Os votos de pesar apresentados pelos grupos municipais do PSD e do PS foram aprovados por unanimidade na AML, tendo os deputados guardado um minuto de silêncio em homenagem à "figura incontornável e multifacetada da vida pública contemporânea".

Nascido no dia 08 de novembro de 1943, Joaquim Letria afirmou-se cedo no jornalismo português e foi fundador dos semanários O Jornal, Tal&Qual e da revista Sábado.

Ainda jovem, foi presidente da Comissão Pró-Associação dos Estudantes do Ensino Liceal, um dos mais importantes movimentos associativos e de resistência estudantil à ditadura do Estado Novo em Portugal, fundamental na crise académica de 1962.

A sua carreira jornalística arrancou em 1963 no Diário de Lisboa, tendo trabalhado também na revista Flama e no Rádio Clube Português.

Foi repórter internacional da Associated Press (AP) e correspondente da alemã Deutsche Presse-Agentur, antes de se mudar para Londres, em 1970, para trabalhar na BBC.

Joaquim Letria foi um dos primeiros colaboradores do Expresso, a partir de Londres, e regressou a Portugal após o 25 de Abril de 1974 para fazer parte da direção de informação da RTP, tendo sido, no ano seguinte, um dos fundadores do semanário O Jornal.

No dia 06 de novembro de 1975, moderou, juntamente com José Carlos Megre, o famoso debate que pôs frente a frente Mário Soares (líder do PS) e Álvaro Cunhal (líder do PCP), e que ficaria para sempre associado à expressão "olhe que não, olhe que não".

Entre 1981 e 1986, foi porta-voz do Presidente da República Ramalho Eanes e recebeu o Prémio da Imprensa relativo a 1974, na categoria de televisão.

Como escritor, a sua atividade incluiu livros de crónicas e de reflexão sobre o jornalismo, a censura e o exercício da profissão.

Na sessão de hoje da AML, os deputados municipais aprovaram também por unanimidade um voto de pesar pela morte, em 13 de outubro, do arquiteto Ezequiel Marinho, trabalhador da Secretaria-Geral da Câmara Municipal de Lisboa com mais de 40 anos de serviço.

Joaquim Letria. Montenegro diz que jornalismo perdeu "figura marcante"

O jornalista Joaquim Letria, de 82 anos, morreu hoje, deixando um legado de décadas de trabalho no jornalismo português. O primeiro-ministro, Luís Montenegro, elogiou o seu estilo e contribuição à informação.

Lusa | 20:42 - 16/10/2026

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