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André Ventura: "Esquerda e PS apelaram a incumprimento da lei"

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Minuto Fonte Externa
26 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
André Ventura: "Esquerda e PS apelaram a incumprimento da lei"

André Ventura defendeu, esta segunda-feira, 26 de outubro, a partir da Assembleia da República (AR), que "o PS e a Esquerda apelaram ao incumprimento da lei" nas manifestações pelo direito à habitação e contra o aumento do custo de vida, ocorridas em Lisboa e Porto, nas últimas duas semanas.

 

Para o líder do Chega não houve violência policial, o que ocorreu foi que os polícias apenas garantiram "que a lei era cumprida".

"Foi isso que ocorreu, o Chega volta a dizer: a causa da habitação é uma causa fundamental. Não podemos permitir que ela seja apropriada por nenhum setor político. Mas é preciso cumprir a lei. O que aconteceu foi que a lei não foi cumprida e os partidos, sobretudo os partidos de Esquerda e o PS, que mostrou aqui uma enorme irresponsabilidade, apelou a que esse incumprimento fosse acentuado", atirou.

Perante isso, "o Chega gostava de respaldar as declarações do procurador-geral da República (PGR) e desafiar os outros partidos que estão em desacordo a fazer uma alteração na lei". "O que não podem é ter uma lei que exige cumprimento de regras, ver manifestantes propositamente e dolosamente a incumprir regras e estarem de acordo com o incumprimento dessas regras e isso aplica-se quer ao PS, quer a alguns setores do PSD e, claro, a alguma extrema esquerda", acentuou.

"Não podemos pedir à polícia que fique em silêncio perante apelos de destruição, perante apelos de vingança, perante apelos de ódio, perante apelos de destruição de património e que não faça absolutamente nada", enfantizou, lembrando que esta é uma lei de 1974, aprovada pelo Partido Socialista (PS), que estava em poder na altura.

André Ventura defende então que o PS ou está numa "deriva enorme de irresponsabilidade" ou "não compreende aquilo que  pretende com isso, que é desautorizar as polícias".

Vitória de Lula? "Chega não ficou feliz"

Sobre as eleições no Brasil e a vitória de Lula da Silva, André Ventura admitiu que "o Chega não ficou feliz" com o resultado, uma vez que considera o presidente reeleito "patrocinador da corrupção ao mais alto nível" e que tem "provocado a nível da língua portuguesa, das democracias de língua portuguesa uma enorme desestruturação, uma enorme destruição do nosso património comum".

Para Ventura, Lula é "o símbolo de tudo o que nós não queremos nas nossas democracias".

Perante isso, na opinião do líder do Chega, "Portugal deve aguardar a verificação judicial do processo eleitoral no Brasil até reconhecer ou não reconhecer ou avaliar o que se passou nas eleições brasileiras".

"Quem ganha deve ganhar bem e de forma transparente", evidenciou, fazendo referência à suspensão da contabilização dos votos, por parte do Supremo Tribunal Federal (STF),  para prorrogar a votação em todo país até as 19h de domingo (horas locais).

Leitão Amaro: "As regras quando são incumpridas têm de ter consequências"

O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, afirmou hoje, no Porto, que as regras, quando incumpridas, devem ter consequências. As declarações foram feitas durante uma cerimónia em que também esteve presente o ministro da Administração Interna, Luís Neves.

Lusa | 13:54 - 26/10/2026

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