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Angola 2035: diplomacia e soberania em destaque no colóquio internacional em Paris

O colóquio internacional Angola 2035, realizado nesta quarta-feira, 4 de Novembro, nas instalações da HEC Paris, em França, reuniu diplomatas, deputados e especialistas para debater a soberania económica, o desenvolvimento nacional e o posicionamento estratégico de Angola na Áfri...

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4 de novembro de 2026 • 3 min de leitura

O colóquio internacional Angola 2035, realizado nesta quarta-feira, 4 de Novembro, nas instalações da HEC Paris, em França, reuniu diplomatas, deputados e especialistas para debater a soberania económica, o desenvolvimento nacional e o posicionamento estratégico de Angola na África Austral.

Promovido pela LIL.M Business, o encontro decorreu sob o tema «Potência Regional, Soberania Estratégica e Novas Oportunidades na África Austral», com a participação da embaixadora de Angola em França, Guilhermina Prata, e dos deputados Adriano Sapiñala, da UNITA, e João Mpilamosi Domingos, do MPLA.

O Corredor do Lobito esteve entre os principais assuntos debatidos, com os participantes a defenderem que a infra-estrutura deve contribuir para a industrialização, a criação de empregos e o desenvolvimento das regiões abrangidas.

Guilhermina Prata destacou a necessidade de transformar o corredor num instrumento de criação de riqueza nacional, defendendo o fortalecimento da produção agrícola, das pequenas e médias empresas e da indústria transformadora.

João Mpilamosi Domingos considerou que a infra-estrutura poderá reforçar o posicionamento de Angola como centro logístico regional, enquanto Adriano Sapiñala defendeu que o projecto não deve limitar-se ao transporte de matérias-primas para os mercados internacionais.

Os intervenientes destacaram a importância de Angola aproveitar as parcerias com diferentes potências económicas para atrair investimentos e gerar benefícios concretos para a população.

Deputados divergem sobre Orçamento do Estado

O Orçamento Geral do Estado (OGE) também esteve em discussão, com posições diferentes sobre as prioridades da despesa pública e o cumprimento das metas sociais.

João Mpilamosi Domingos defendeu que o sector social ocupa uma posição central no orçamento nacional, reconhecendo, contudo, dificuldades nos domínios da saúde e da educação.

Por sua vez, Adriano Sapiñala chamou a atenção para os objectivos sociais ainda não alcançados, defendendo maior atenção aos resultados das políticas públicas.

O debate abordou igualmente os mecanismos de auscultação das comunidades, a execução dos projectos plurianuais e a fiscalização dos recursos públicos.

Educação, produção nacional e energia em destaque

A valorização do capital humano, a soberania alimentar e a capacidade de produção energética constituíram outras preocupações apresentadas durante o encontro.

Os participantes defenderam melhorias na qualidade do ensino, maior aproveitamento dos profissionais angolanos formados no estrangeiro e investimentos na agricultura para reduzir a dependência das importações.

A expansão da capacidade de refinação de petróleo e os desafios da distribuição de electricidade também foram abordados como factores importantes para o desenvolvimento económico.

O colóquio destacou ainda a necessidade de garantir segurança jurídica aos investidores e fortalecer a cooperação internacional, de modo a transformar os recursos e as oportunidades económicas de Angola em melhores condições de vida para a população.

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