Arcebispo de Toledo anuncia funeral em memória das vítimas
A catedral de Toledo vai celebrar brevemente um funeral em memória das vítimas do acidente ferroviário de Urda, no qual vai participar toda a província eclesiástica de Castilla-La Mancha, anunciou hoje o arcebispo de Toledo.
Numa missa celebrada hoje na igreja paroquial de Urda, o arcebispo Francisco Cerro fez o anúncio perante os familiares das vítimas, autoridades e centenas de residentes da comarca, adiantou a EFE.
Cerro dirigiu-se às famílias das vítimas, às quais recordou: "Não estão sós, está convosco o melhor da sociedade. A igreja de Toledo está convosco".
O arcebispo pediu a toda a sociedade que "não esqueça esta tragédia e que não volte a repetir-se".
"Aprendamos a cuidar mais da vida, para reconstruir uma sociedade que se sente cada vez mais pobre e necessitada, e que no meio do sofrimento necessita de abraços, ternura, ouvir-se", acrescentou.
O arcebispo de Toledo teve também palavras de agradecimento para todos os serviços de emergência envolvidos nos trabalhos de resgate e assistência às vítimas, assim como aos moradores de Urda e outras localidades da comarca que acudiram como voluntários.
"Muitos de vós que estão aqui pegaram no carro e ali se apresentaram, sem saber o que iam encontrar", disse.
Reiterou o apelo para que "não haja mais acidentes destes" e afirmou que os feridos nos hospitais têm "o abraço" de todos.
Trinta e quatro pessoas estavam internadas, nas primeiras horas de hoje, em quatro hospitais de Castela-La Mancha, em Espanha, devido ao acidente ferroviário de Urda, em Toledo, na quarta-feira.
Fontes do governo regional informaram que, das 34 pessoas internadas - cinco a menos do que na sexta-feira -, 15 estão nos cuidados intensivos (UCI) e 19 em camas convencionais. Desde quarta-feira, registaram-se 76 altas, tendo sido atendidas, no total, 110 pessoas nos hospitais de Castela-La Mancha.
Pelo menos 69 pessoas, incluindo um português, morreram no acidente que ocorreu quando mais de 540 pessoas viajavam em dois comboios de alta velocidade.
Segundo o Governo espanhol e gravações das comunicações com o centro de controlo, o maquinista de um dos comboios recebeu indicações erradas de um operador, que não respeitavam os protocolos estabelecidos para a situação em que se encontrava, acabando por colidir a mais de 180 quilómetros por hora com outra composição que estava parada na mesma linha.
Os dois comboios, que faziam a ligação entre Madrid e Sevilha, tinham ficado parados devido à falha do sistema de controlo automático da circulação, por problemas de comunicações entre equipamentos.
Leia Também: Acidente ferroviário em Espanha: 34 pessoas continuam hospitalizadas
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