Pular para o conteúdo
Publicidade LiveHost — Streaming para rádios (Topo)

As imagens do cartaz que coloca o Porto "à venda" (e dezenas reúnem-se)

M
Minuto Fonte Externa
15 de outubro de 2026 • 4 min de leitura
As imagens do cartaz que coloca o Porto "à venda" (e dezenas reúnem-se)

O artista plástico Bordalo II publicou, esta quinta-feira, um vídeo em que mostra a instalação de uma placa com a inscrição "Vende-se" no letreiro da marca institucional Porto., situado em frente à câmara municipal (que foi entretanto retirada).

 

Os protestos que decorrem na Invicta já desde sábado, pelo direito à habitação, escalaram na última madrugada, com quase 40 manifestantes a registarem ferimentos na sequência de uma carga policial. Dois dos feridos ficaram em estado grave.

Para esta tarde, estava planeada uma nova assembleia popular marcada pelo Movimento Pela Habitação, para definir as medidas a tomar depois da carga policial registada de madrugada, com o número de pessoas presentes nos protestos a aumentar à medida que a noite avança.

Na quarta-feira, numa assembleia popular, as pessoas votaram por manter o protesto e voltar a dormir em tendas, manifestando o grupo vontade de "continuar a crescer e não só no Porto", apelando a outras cidades, como o que já está convocado para Lisboa no sábado.

Os participantes voltaram a instalar tendas durante a noite, que foram retiradas pela polícia, depois de o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, ter dito na quarta-feira que seria "absolutamente implacável com qualquer tentativa de colocação de tendas" na Praça D. João I.

A ação da polícia aconteceu cerca das 3h00, numa operação que o movimento refere ter provocado quase 40 feridos, dois dos quais em estado grave.

Hoje, já vários responsáveis políticos reagiram à situação, entre os quais o primeiro-ministro, Luís Montenegro, que pediu aos manifestantes do Movimento pela Habitação que "não sejam egoístas" quanto à tranquilidade e à ordem pública, e defendeu que as forças policiais costumam ser "extraordinariamente criteriosas e respeitadoras".

Falando à chegada à reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas, o chefe de Governo vincou: "Nós não temos essa instabilidade, nós não temos esse nível de conflitualidade e não podemos cair no erro de considerar que escassas pessoas dão agora uma ideia de um país que parece que está em turbulência, não está".

Já António José Seguro também foi questionado sobre o assunto, inclusive, sobre as declarações de Montenegro: "Não peçam ao Presidente da República para fazer comentários às declarações que outros titulares de órgãos de soberania fazem". "Aquilo que para mim é importante reafirmar neste momento é que a habitação é um problema que necessita de uma resposta", disse, na Eslovénia, onde se encontra a participar na reunião do Grupo de Arraiolos.

Seguro salientou, no entanto, "todos os responsáveis políticos têm a obrigação de colocar em cima da mesa soluções para resolver o problema da habitação no nosso país". 

Já questionado sobre se considera que existe no nosso país o risco de radicalização dos protestos, à semelhança do quem acontecido noutros países, Seguro afirmou que "a Constituição é clara: permite e garante que todos tenham o direito a expressar-se livremente. E isso é um valor fundamental". 

"Mas também diz que todos têm de cumprir a lei. Portanto, o pior que pode acontecer é que, quando se luta por causas justas, a forma que é encontrada, no fundo, vá contra a lei. Isso não", disse, vincando ainda compreender "muito bem aquilo que são as preocupações de que se manifesta, mas volto a apelar para que todas as manifestações que existam sejam respeitadoras da lei".

Esta tarde, também o ministro da Administração Interna, Luís Neves, falou sobre o que se passa, defendendo que a atuação da Polícia de Segurança Pública nas últimas horas foi "legítima".

Já o diretor nacional da Polícia Segurança Pública (PSP), Pedro Moura, deu explicações sobre a ação desta força de segurança contra os manifestantes no Porto: "Perante o não cumprimento dessa ordem de retirada das tendas foi decidido fazer uma intervenção policial devidamente proporcional".

Uma petição que ultrapassa já as 1.300 assinaturas pelas 19 horas exige a "demissão" de Pedro Duarte como presidente da Câmara do Porto, após a carga policial sobre a acampada.

[Notícia atualizada às 19h34]

Leia Também: Violência policial ou "desrespeito da lei"? Protesto continua: As reações

Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.

Todos os direitos autorais e de propriedade intelectual pertencem ao veículo de origem. Leia a matéria completa na fonte original

Publicidade LiveHost — Leve sua rádio para a internet (Conteúdo)

Gostou? Compartilhe

Mande para os amigos ou publique nas suas redes.

Comentários (0)

Nenhum comentário publicado ainda.

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião sobre esta matéria!

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será divulgado publicamente. Comentários passam por moderação antes da publicação.