Ataque russo com mísseis em Kyiv causa um morto e oito feridos
Um ataque russo com mísseis balísticos danificou uma universidade em Kyiv e fez pelo menos um morto e oito feridos, adiantaram hoje as autoridades ucranianas.
"Ainda não se sabe o número exato de baixas. Mas, infelizmente, há vítimas. Há pessoas feridas. As operações de resgate estão em curso", realçou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na rede social X.
O líder ucraniano observou que pode haver pessoas debaixo dos escombros, uma vez que os mísseis atingiram zonas densamente povoadas onde, segundo sublinhou, não existem alvos militares.
Zelensky voltou a denunciar que os atrasos artificiais no fornecimento de defesas antiaéreas à Ucrânia por parte dos aliados, em referência aos Estados Unidos, estão a "ajudar o terror" russo.
"É importante que os nossos parceiros compreendam que a Ucrânia precisa das ferramentas adequadas para destruir as plataformas de lançamento de mísseis balísticos russos. Esta seria a forma mais eficaz de salvar vidas", enfatizou.
Por sua vez, o presidente da Câmara de Kyiv, Vitali Klitschko, referiu, em declarações citadas pela agência de notícias pública Ukrinform, que pelo menos uma pessoa morreu e oito ficaram feridas, três das quais estão em estado grave.
O autarca explicou que um dos mísseis atingiu a residência de estudantes de uma universidade no distrito de Desnianskyi.
A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após o desmoronamento da União Soviética - e que tem vindo a afastar-se da esfera de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.
A guerra na Ucrânia já provocou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados, e os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia a cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as forças de Kyiv têm visado em território russo e na península da Crimeia, ilegalmente anexada por Moscovo em 2014, alvos militares, logísticos e petrolíferos utilizadas para sustentar a ofensiva russa.
No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia - além da península da Crimeia, e renuncie para sempre a aderir à NATO.
Os esforços diplomáticos mediados pelos Estados Unidos para pôr termo à guerra prosseguem, mas até agora sem resultados, mais de quatro anos e meio depois do início da invasão russa em grande escala do país vizinho, mantendo-se as trocas de prisioneiros e de cadáveres de militares como uma das poucas áreas de cooperação entre Moscovo e Kyiv.
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