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Ayatollah Mojtaba Khamenei adverte EUA contra retoma de ataques

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Minuto Fonte Externa
31 de outubro de 2026 • 4 min de leitura
Ayatollah Mojtaba Khamenei adverte EUA contra retoma de ataques

O guia supremo iraniano, aiatola Mojtaba Khamenei, advertiu hoje os Estados Unidos contra novos ataques, numa altura em que se multiplicam as especulações sobre um reatamento da guerra no Médio Oriente.

 

"Se os inimigos voltarem a lançar ataques militares ou terroristas, serão as forças armadas da República Islâmica e o povo iraniano que determinarão o momento e as condições do seu fim", refere um comunicado atribuído a Mojtaba Khamenei e publicado no respetivo canal no Telegram.

"Qualquer nível ou tipo de ameaça deve ser alvo de uma retaliação imediata, poderosa e sem limites geográficos", afirmou o líder supremo, segundo o comunicado, divulgado após uma reunião entre Mojtaba Khamenei e altos comandantes militares, entre eles os chefes do Estado-Maior das Forças Armadas, Ali Abdollahi, o do Exército, Amir Hatami, bem como o comandante da Guarda Revolucionária, Ahmad Vahidi.

Tratou-se do seu primeiro encontro divulgado publicamente.

Mojtaba Khamenei não tem sido visto em público desde que assumiu o cargo de líder supremo, após a morte do seu pai, o aiatola Ali Khamenei, abatido em ataques norte-americanos e israelitas no início da guerra no Médio Oriente, no final de fevereiro.

Por seu lado, o Exército iraniano advertiu também hoje que um novo ataque dos Estados Unidos apenas alargaria a guerra a uma zona geográfica mais vasta, depois de Washington e Israel terem ameaçado realizar novas operações militares.

O aviso surge numa altura em que decorrem novos esforços diplomáticos para evitar o recomeço das hostilidades.

"Se o Presidente norte-americano [Donald Trump] voltar a lançar-se numa aventura regional sob pressão dos sionistas [Israel] e com o objetivo de os satisfazer, as chamas da guerra alastrarão, sem dúvida, a uma zona geográfica muito mais vasta", declarou na rede social X o porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia.

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, advertiu hoje que "as poderosas forças armadas iranianas responderão a quem ousar atacar o povo" do Irão.

Na sexta-feira, uma delegação do Qatar chegou à capital iraniana para conversações com altos responsáveis do Irão.

O Qatar e o Paquistão desempenham um papel de mediação nos esforços para retomar as negociações de paz, na sequência de um acordo de cessar-fogo alcançado em abril.

Contudo, estas iniciativas ainda não permitiram chegar a um acordo duradouro.

O jornal norte-americano The Wall Street Journal noticiou na quarta-feira que o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, tinha enviado uma carta ao secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Mohsen Rezai, a pedido de Trump, com o objetivo de relançar as negociações e evitar novos ataques norte-americanos.

O Irão confirmou ter recebido a carta, mas não anunciou qualquer resposta.

Os Estados Unidos realizam na próxima terça-feira eleições intercalares, que poderão determinar a orientação da guerra, tornada já impopular entre os eleitores norte-americanos devido à subida acentuada dos preços da energia na sequência do conflito.

Na terça-feira passada, Israel realizou eleições legislativas, dando aos eleitores a oportunidade de se pronunciarem sobre o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.

O Likud, de Netanyahu, com 27 dos 120 lugares, venceu as eleições, com a sua coligação a obter 53 assentos no Parlamento (Knesset), número, porém, insuficiente para governar, segundo os resultados finais da votação.

O partido de oposição Yashar!, liderado pelo general Gadi Eisenkot, ficou em segundo lugar, com 21 lugares, enquanto a coligação conseguiu atingir os 53, também longe dos 61 para obter uma maioria absoluta.

Sob a liderança de Netanyahu, que prometeu derrubar o Governo iraniano, Israel e o Irão envolveram-se num confronto militar direto, depois de décadas de guerra nas sombras.

A guerra no Médio Oriente foi desencadeada em 28 de fevereiro, na sequência de ataques norte-americanos e israelitas contra o Irão.

Teerão respondeu com ataques contra Israel e instalações norte-americanas em toda a região, ao mesmo tempo que restringiu o tráfego marítimo no estratégico estreito de Ormuz.

Entretanto, os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos portos iranianos.

[Notícia atualizada às 12h09]

Leia Também: EUA dizem ter ajudado exportação de 1,5 mil milhões de barris em Ormuz

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