Bielorrúsia diz que guerra termina em breve e propôs negociações em Minsk
O presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, declarou hoje que a guerra na Ucrânia vai terminar "nos próximos meses" e propôs a realização de uma cimeira de paz em Minsk.
"Estamos dispostos a continuar a dar um contributo real para a solução do conflito e para minimizar as consequências. Não há alternativa a uma solução pacífica. Se querem chegar a um acordo, por favor, venham a Minsk", propôs.
O chefe de Estado da Bielorrússia, um dos principais aliados de Vladimir Putin, Presidente da Rússia, tem mantido posições próximas de Moscovo desde que as forças russas lançaram a invasão de grande escala contra todo o território ucraniano, em fevereiro de 2022.
Referindo-se diretamente à guerra, Lukashenko disse que confia no fim dos combates.
"A guerra na Ucrânia vai terminar nos próximos meses. É a minha opinião pessoal. Já chega. Já não há forças nem recursos. Todos se cansaram", afirmou Lukashenko durante o discurso perante a IV Conferência Internacional de Segurança de Minsk,
De acordo com a agência oficial BELTA, Lukashenko acrescentou que os bielorrussos querem que o derramamento de sangue e o confronto, "em que dois povos irmãos — o russo e o ucraniano — se viram envolvidos", terminem o mais rapidamente possível.
"Se não pararmos acabaremos certamente numa 'terceira guerra mundial'", alertou o líder bielorrusso.
Por outro lado, Alexander Lukashenko reconheceu o envolvimento da Bielorrússia "no conflito ucraniano" frisando que, por isso, Minsk tem muito interesse nas negociações de paz.
"Venham, vamos conversar. Sem intermediários de qualquer tipo. Não quero atuar como mediador. Até porque o nosso interesse nestas negociações é considerável", reiterou.
Em particular, Lukashenko destacou o papel do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nos esforços para pôr fim ao conflito na Ucrânia mas criticou as Nações Unidas.
"Com todo o respeito por esta organização, fala-se muito nela, mas faz-se pouco. No seu tempo, a Sociedade das Nações — que foi substituída pela ONU — desintegrou-se devido à incapacidade de evitar a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Receio que a ONU tenha o mesmo destino. Não gostaria que isso acontecesse", disse.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014, anexando a Península da Crimeia e territórios na zona oriental do país tendo lançado uma ofensiva militar em 2022.
Leia Também: Alemanha detém 2 bielorrussos suspeitos de sabotagem
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