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Bugalho falha eleição para vice-presidente do grupo parlamentar do PPE

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Minuto Fonte Externa
20 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
Bugalho falha eleição para vice-presidente do grupo parlamentar do PPE

O eurodeputado do PSD Sebastião Bugalho falhou hoje a eleição para vice-presidente do grupo parlamentar do Partido Popular Europeu (PPE), ficando a delegação social-democrata sem qualquer representante na liderança da bancada pela primeira vez desde 2009.

 

A nova liderança do grupo parlamentar do PPE, família política a que pertencem o PSD e o CDS-PP, foi hoje eleita pelos eurodeputados em Estrasburgo para um novo mandato.

Sebastião Bugalho, vice-presidente e porta-voz do PSD, candidatou-se pelo partido, substituindo a eurodeputada Lídia Pereira, que ocupava o cargo de vice-presidente desde 2024.

No entanto, a candidatura de Sebastião Bugalho tinha sido acolhida com surpresa no seio do PPE, uma vez que punha em causa o equilíbrio em termos de paridade de género estabelecido pelo grupo parlamentar que dita que quatro das 10 vice-presidências têm de ser ocupadas por mulheres.

Saindo Lídia Pereira e avançando Bugalho, um dos outros vice-presidentes teria de ser substituído por uma mulher.

O grupo político optou por trocar apenas uma vice-presidência: sai Lídia Pereira, que é substituída pela eurodeputada húngara Eszter Lakos, do partido Tisza, sendo todos os restantes vice-presidentes reconduzidos.

O PSD fica assim sem qualquer representante nas vice-presidências do PPE pela primeira vez desde 2009, ano em que o atual ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, foi eleito para o cargo, que manteve ininterruptamente até 2024.

Nesse ano, seria substituído por Lídia Pereira.

Numa nota enviada à agência Lusa, o eurodeputado Sebastião Bugalho assume a responsabilidade pela derrota.

"Foi uma candidatura pessoal e é, por isso, um resultado exclusivamente pessoal", afirma.

Os eurodeputados optaram também por manter o eurodeputado Manfred Weber na liderança do grupo parlamentar do PPE. Será o seu 13.º mandato consecutivo à frente do maior grupo político europeu.

Leia Também: Passos Coelho? Bugalho não disse "nada nem de errado, nem de disputável"

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