Carneiro: "Não é desejável um bloco central". PS? "Alternativa sólida"
José Luís Carneiro rejeita um bloco central com o PSD - uma vez que este "não é desejável" - salientando que, caso o Partido Socialista vença as próximas eleições (e chegue a primeiro-ministro), esperará "reciprocidade" por parte do PSD, tendo em conta a postura que o PS tem atualmente mantido. O seu partido, afirma ainda, "será - e é o que está a procurar fazer - uma alternativa de confiança, uma alternativa sólida, para governar o país".
Em entrevista ao Jornal de Notícias e à TSF, o secretário-geral do PS foi questionado sobre o seu posicionamento quanto a um bloco central para impedir o Chega de formar um Governo. Em resposta, José Luís Carneiro assinala que "não é desejável um bloco central, como, aliás, tem sido expresso por várias pessoas que conhecem e que têm experiência do nosso sistema político."
"O Partido Socialista será - e é o que está a procurar fazer - uma alternativa de confiança, uma alternativa sólida, para governar o país. E, ao mesmo tempo, na Assembleia da República, nós faremos uma oposição que viabilizará aquilo com que concorda e que se opõe àquilo com que discorda", aponta ainda.
E vinca que, "sempre que estão em causa matérias fundamentais da nossa vida coletiva, o PS é o partido da oposição com sentido de responsabilidade", uma vez que quando se opõe a algo apresenta "uma proposta política alternativa".
Para Carneiro, "é importante que os dois grandes partidos possam funcionar como polos de alternativa, porque, continuando a ser polos de alternativa, oferecem aos cidadãos eleitores as suas respostas para os problemas com que as pessoas se confrontam".
Neste seguimento, e quando perguntado sobre se pedirá "reciprocidade" ao PSD, à luz da atual postura do PS, o secretário-geral socialista é taxativo: "Pois, com certeza. Se e quando vierem a ocorrer as eleições, e o PS for o partido mais votado, e se a AD ficar - como também os estudos têm vindo a dizer - em terceiro ou segundo lugar, aquilo que nós aguardamos da parte do PSD é que cumpra o princípio da reciprocidade. Apoiando o PS a formar governo e a governar".
PS lidera intenções de voto. Chega deixa AD em terceiro lugarO Partido Socialista consolidou a sua posição à frente da AD, que foi ultrapassada - ainda que com uma curta margem - pelo Chega. A coligação do Governo está, assim, em terceiro lugar nas intenções de voto dos portugueses, de acordo com uma sondagem da ICS/ISCTE/Gfk para o Expresso e SIC, divulgada esta quinta-feira.
Segundo o inquérito, os socialistas têm 23% das intenções de voto, seguindo-se o Chega, com 21%, e a AD, com 20%. Estes resultados corroboram os números registados na sondagem realizada em maio, ainda que o PS tenha caído de 24% para 23%. Enquanto a AD tomba de 21% para 20%, o Chega sobe e passa dos 17% para os 21%.
Quanto aos restantes partidos, a Iniciativa Liberal (IL) e o Livre acumulam ambos 3%, ao passo que a CDU e o Bloco de Esquerda (BE) ficam-se pelos 2%. Contudo, a maior fatia vai para os indecisos, com 13%. Seguem-se os abstencionistas, que correspondem a 10% dos inquiridos. Por ficar abaixo do 1%, o PAN integra a categoria Outros.
PS lidera intenções de voto. Chega deixa AD em terceiro lugarO Partido Socialista (PS) lidera as intenções de voto dos portugueses, ultrapassando a AD. Aliás, a coligação do Governo tombou para terceiro lugar, com o Chega a apresentar resultados que reforçam a tendência de crescimento do partido.
Notícias ao Minuto | 20:24 - 29/10/2026Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.
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