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Cessar-fogo em Oleshky mediado por Melania: Detalhes (e o que se disse)

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Minuto Fonte Externa
23 de outubro de 2026 • 5 min de leitura
Cessar-fogo em Oleshky mediado por Melania: Detalhes (e o que se disse)

A Casa Branca anunciou esta sexta-feira que a primeira-dama norte-americana, Melania Trump, negociou um cessar-fogo localizado entre a Rússia e a Ucrânia, na cidade ucraniana de Oleshky (ocupada pelas forças russas). Os preparativos para a trégua já foram confirmados por ambos os países em conflito, permitindo a entrada de ajuda humanitária.

 

O entendimento deverá entrar em vigor em 27 de outubro, embora Moscovo tenha esclarecido que os militares ainda estão a acertar os detalhes da operação.

"Os militares estão a trabalhar para acordar os prazos de um cessar-fogo naquela zona, com o objetivo de garantir esta missão humanitária", afirmou o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, citado pelas agências russas.

Peskov acrescentou que todos os residentes que pretendam abandonar Oleshky poderão fazê-lo, estimando que a operação de retirada da população demore, pelo menos, vários dias.

Já segundo Valeri Gerasimov, chefe de Estado-Maior russo, citado pelas agências russas, as forças de Moscovo suspenderão as operações militares na região de Oleshky, no sul da Ucrânia, "a partir das 04h00, hora de Moscovo (01h00 GMT), de 27 de outubro de 2026".

"Para garantir a segurança da população e a entrega de bens essenciais, será realizado um reconhecimento técnico e assegurada a passagem segura do comboio humanitário até à localidade de Oleshky", acrescentou.

O anúncio do início do cessar-fogo em 27 de outubro antecipa em dois dias a data inicialmente indicada pela Casa Branca, que apontou o dia 29. Segundo a presidência norte-americana, a primeira-dama Melania Trump iniciou os contactos com os dois países e, na qualidade de intermediária exclusiva, contribuiu para definir os objetivos, procedimentos técnicos, calendário e condições do cessar-fogo.

Pelo lado da Ucrânia já surgiu também a confirmação de que estão prestes a começar os preparativos para a operação humanitária. "Num futuro próximo terá início uma operação para desbloquear a localidade de Oleshky e os seus arredores", anunciou nas redes sociais David Arakhamia, líder do grupo parlamentar do partido governamental e membro da delegação ucraniana nas negociações de paz.

Segundo Arakhamia, o objetivo é estabelecer corredores humanitários permanentes que permitam retirar civis em segurança e garantir o fornecimento de ajuda à população.

O responsável ucraniano confirmou que a operação implicará a declaração de um cessar-fogo localizado, remetendo os detalhes para o provedor de Justiça da Ucrânia, Dmytro Lubinets.

Rússia e Ucrânia destacam papel de Melania (e de Leão XIV)

A necessidade de um cessar-fogo em Oleshky, agora efetivado com mediação de Melania Trump, tinha também já sido vincado pelo Papa. Recorde-se que, no passado dia 16, internado em Roma, Leão XIV manteve uma conversa telefónica com Vladimir Putin onde expressou "profunda preocupação com a grave crise humanitária" na cidade de Oleshky.

Na altura, ainda no Hospital Gemelli, o Sumo Pontífice apelou a "uma trégua que permita a chegada de ajuda alimentar e sanitária, bem como a retirada voluntária e segura da população civil".

Hoje, David Arakhamia destacou o papel desempenhado pelo Papa Leão XIV e por Melania Trump nas negociações. "Este foi um processo longo, no qual participaram muitas pessoas a diferentes níveis políticos. Gostaríamos de destacar especialmente o papel do Papa e da primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump. Expressamos a nossa sincera gratidão", afirmou o provedor de Justiça.

Já o Kremlin agradeceu expressamente a intervenção de Melania: "Agradecemos os esforços da primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, que contribuiu significativamente para a coordenação da operação humanitária na localidade de Oleshky, na região de Kherson", declarou Peskov.

Onde se situa Oleshky e o que se passa na cidade? 

Situada junto ao rio Dniepre, que separa as forças ucranianas das tropas russas que ocupam a cidade, Oleshky enfrenta uma grave crise humanitária, marcada pela escassez de alimentos e medicamentos.

A cidade está há meses sem eletricidade, aquecimento ou água canalizada, enquanto as estradas de acesso se encontram minadas e repletas de veículos destruídos. A presença constante de drones militares dificulta ainda mais a circulação e as operações de assistência à população.

Antes da invasão russa em grande escala, iniciada em 24 de fevereiro de 2022, Oleshky tinha cerca de 24 mil habitantes.

A cidade foi ocupada pelas forças de Moscovo logo no primeiro dia da ofensiva e sofreu posteriormente bombardeamentos e incêndios que destruíram edifícios e danificaram infraestruturas essenciais.

A situação agravou-se em junho de 2023, quando a destruição da barragem de Kakhovka provocou inundações devastadoras na região.

Atualmente, os civis que continuam em Oleshky enfrentam riscos crescentes de fome e doenças, numa altura em que se aproxima mais um inverno rigoroso.

Ao abrigo do direito internacional humanitário, a Rússia, enquanto potência ocupante, tem a obrigação de assegurar que a população civil sob o seu controlo dispõe dos bens essenciais à sobrevivência.

Veja, na galeria acima, imagens de arquivo que mostram a destruição na cidade de Oleshky. 

Leia Também: Casa Branca anuncia cessar-fogo em Oleshky, mediado por Melania Trump

Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.

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