Chega defende "lei de equilíbrio" e demarca-se de "loucuras" do Governo
O presidente do Chega defendeu hoje um regime de arrendamento que seja "uma lei de equilíbrio", demarcando-se da posição do Governo, que qualificou como "loucuras liberalizantes", mas criticando também o PS por querer "deixar tudo igual".
André Ventura falava aos jornalistas na sede nacional do Chega, em Lisboa, depois de ter votado para as eleições diretas - em que é o único candidato à liderança -, que antecedem a 7.ª Convenção do partido.
Nestas declarações, o presidente do Chega afirmou que está "ao lado de todos os que têm preocupações com a habitação, que se preocupam com o custo da habitação" e que as manifestações são legítimas, mas "têm que cumprir a lei".
André Ventura considerou que os manifestantes não devem transferir a sua indignação para as polícias, a quem pediu: "Mantenham o sangue frio. Se tiverem que atuar, atuem. No dia em que a ordem é quebrada, se não for salvaguardada, nós nunca mais teremos ordem".
As alterações em curso ao regime do arrendamento urbano, feitas através de uma proposta de autorização legislativa, foram aprovadas na generalidade em 30 de setembro com votos a favor também da IL e a abstenção do Chega, após a assinatura de um acordo entre PSD e Chega para alterações na especialidade.
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