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China diz não ter informações sobre cimeira entre Xi, Trump e Putin

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Minuto Fonte Externa
22 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
China diz não ter informações sobre cimeira entre Xi, Trump e Putin

A China afirmou hoje não ter informações sobre uma possível cimeira entre os presidentes chinês, Xi Jinping, norte-americano, Donald Trump, e russo, Vladimir Putin, depois de Moscovo ter indicado que Pequim já iniciou os preparativos para o encontro.

 

Em conferência de imprensa, a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning limitou-se a afirmar que não tinha informações a divulgar sobre a eventual reunião, reiterando a posição expressa nos últimos dias.

A possibilidade de uma cimeira trilateral à margem da reunião da Cooperação Económica Ásia – Pacífico (APEC), marcada para 18 e 19 de novembro, na cidade chinesa de Shenzhen, ganhou destaque ao longo desta semana.

"Os nossos amigos chineses, anfitriões da cimeira da APEC, já estão a preparar o encontro. E, se as circunstâncias forem favoráveis, incluirão certamente esta reunião no programa de eventos de Shenzhen", afirmou na quarta-feira o conselheiro do Kremlin para os Assuntos Internacionais, Yuri Ushakov, numa conferência de imprensa por telefone.

Ushakov fez estas declarações após uma reunião entre Putin e o enviado da Casa Branca Steve Witkoff, realizada em São Petersburgo, e assegurou que a eventual cimeira trilateral foi um dos assuntos abordados.

Posteriormente, em declarações à televisão estatal russa, o conselheiro do Kremlin afirmou que os três líderes "confirmaram a sua disponibilidade" para se reunirem e acrescentou que representantes das três partes já realizaram trabalhos preparatórios.

Enquanto Pequim mantém o silêncio sobre o encontro, Trump manifestou esta semana disponibilidade para participar na cimeira, embora tenha defendido que a reunião deve centrar-se no relançamento das negociações sobre desarmamento nuclear, com a participação da China, e não tanto na resolução da guerra na Ucrânia.

O Kremlin apoiou a proposta de Trump e a necessidade de assinar um novo tratado de desarmamento, mas não fez referência ao arsenal nuclear chinês, mencionando antes os de França e do Reino Unido.

Após uma reunião de três horas com Witkoff, Putin encontrou-se também com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, ocasião em que ambos reafirmaram as boas relações entre Moscovo e Pequim.

Leia Também: Pentágono prepara espionagem secreta contra China em guerra económica

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