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CNJ pede políticas públicas eficazes para jovens

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Minuto Fonte Externa
6 de novembro de 2026 • 4 min de leitura
CNJ pede políticas públicas eficazes para jovens

O Conselho Nacional da Juventude (CNJ) são-tomense pediu hoje "políticas públicas eficazes" que "gerem oportunidades reais", mais formação, emprego e habitação para os jovens que, segundo a organização, encaram a emigração como uma necessidade.

"Queremos fazer um apelo claro à responsabilidade do Estado. A juventude não precisa de promessas repetidas. Precisa de resultados. Precisa de políticas públicas eficazes, de programas de emprego que gerem oportunidades reais, de formação profissional alinhada às necessidades do mercado, de apoio ao empreendedorismo, de acesso ao crédito, de habitação acessível e de uma participação efetiva nos processos de tomada de decisão", refere a organização em comunicado enviado à Lusa.

A mensagem enviada hoje à Lusa previa ser lida no ato central realizado pelo Governo são-tomense, em alusão ao dia da juventude são-tomense assinalado na quinta-feira, mas que o CNJ decidiu não participar, após assinalar falhas na comunicação e organização do evento.

"Precisamos de uma Estratégia Nacional para a Juventude que saia do papel e produza mudanças concretas na vida dos jovens. Precisamos de instituições que escutem mais a juventude e que assumam compromissos com metas, recursos e prazos claros. Ao Governo, apelamos para que coloque a juventude no centro das prioridades nacionais", lê-se na mensagem.

O CNJ são-tomense defende ainda que investir na juventude "é o mais importante investimento que um país pode fazer" e apelou aos parceiros de desenvolvimento, "que continuem a apoiar iniciativas que promovam oportunidades, inclusão e capacitação juvenil".

"Em todas as comunidades encontramos jovens que estudam, trabalham, empreendem, praticam desporto, promovem cultura, lideram iniciativas sociais e contribuem diariamente para o progresso do nosso país. Contudo, celebrar a juventude também significa ouvir as suas preocupações e isto obriga-nos a olhar para o país tal como ele é, e não apenas como gostaríamos que fosse", aponta o CNJ.

Para a organização, na realidade são-tomense "muitos jovens continuam sem emprego, sem acesso a oportunidades dignas, sem condições para concretizar os seus projectos de vida e, muitas vezes, sem esperança de construir o seu futuro na terra que os viu nascer".

"Temos também comunidades onde persistem problemas básicos de acesso à água, energia, à saúde, à habitação e a serviços públicos de qualidade. Temos escolas que carecem de melhores condições e famílias que lutam diariamente para garantir o sustento dos seus filhos. Perante esta realidade, não podemos continuar a normalizar dificuldades que comprometem o presente e ameaçam o futuro", lê-se

"O crescente fenómeno da emigração deve preocupar-nos. Não porque os jovens não tenham o direito de procurar melhores oportunidades, mas porque muitos sentem que partir deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade. Quando uma nação perde os seus jovens mais qualificados, mais criativos e mais empreendedores, perde também uma parte importante da sua capacidade de crescimento e desenvolvimento", acrescenta o CNJ.

Apesar do contexto, a organização apelou aos jovens que "continuem a estudar, a participar, a empreender, a inovar e a acreditar que a mudança é possível".

No âmbito do dia da juventude são-tomense o CNJ está a desenvolver várias atividades durante o mês de novembro, incluindo fóruns distritais, que terá a primeira edição no sábado com a presença do Presidente da República, Carlos Vila Nova.

Leia Também: Seguro pede soluções com urgência para "geração bloqueada" de jovens

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