Coligação árabe israelita defende aliança para afastar Netanyahu
Um dos principais opositores árabes israelitas defendeu hoje a formação de uma verdadeira aliança judaico-árabe para afastar Benjamin Netanyahu do poder, após as legislativas em Isarel que, até ao momento, não apresentaram uma maioria clara.
"Quem desejar propor uma alternativa real e autêntica ao governo de Netanyahu — cujas mãos estão manchadas de sangue — terá de nos procurar e abrir caminho para a mudança", declarou aos meios de comunicação israelitas Youssef Jabareen, líder da Lista Unificada.
A coligação reúne três partidos de maioria árabe.
Com a contagem de dois terços dos votos, as duas principais listas árabes israelitas podem conquistar um número sem precedentes de lugares no Knesset (Parlamento).
As formações políticas árabes de Israel podem vir a permitir ao principal bloco da oposição obter uma maioria face à coligação de Netanyahu.
A força política liderada pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu mantém a liderança com 72,4% dos votos apurados das eleições israelitas, segundo os últimos dados do Comité Eleitoral.
Entretanto, a formação árabe israelita Raam conquistou mais dois lugares, de acordo com os dados oficiais, totalizando seis deputados.
O Likud, partido de Netanyahu, segundo o Comité Eleitoral, tem 27 lugares no Parlamento.
Na aliança liderada por Netanyahu, a distribuição de deputados é de 7 lugares para o partidos Judaísmo Unido da Torá e 7 para o Shas (ambos ultraortodoxos); 7 para o Poder Judaico e 6 para o Sionismo Religioso — partidos dos ministros ultranacionalistas Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich, respectivamente.
O bloco da oposição soma, além dos 21 lugares do candidato Eisenkot: 11 do Beyajad, o partido dos ex-primeiros-ministros Naftali Bennett e Yair Lapid; 8 do partido Os Democratas e 8 do Israel Beitenu.
No total, Eisenkot reúne 48 lugares e Netanyahu, 54 deputados.
Os partidos árabes (que concentram os votos dos árabes israelitas — na maioria cidadãos palestinianos com cidadania israelita) são os únicos que ficam de fora dos dois blocos.
A Lista Conjunta, de esquerda, conseguiu 12 lugares, enquanto o partido Raam subiu para 6.
O Parlamento de Israel (Kneset) tem 120 lugares e a maioria absoluta é de 61.
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