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Comunicações do Governo? Seguem "mesmos procedimentos da NATO e UE"

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Minuto Fonte Externa
3 de novembro de 2026 • 3 min de leitura
Comunicações do Governo? Seguem "mesmos procedimentos da NATO e UE"

O ministro da Presidência, Leitão Amaro, disse hoje que o Governo segue "os mesmos procedimentos que são aplicados pelos países da NATO e governos da União Europeia" no que se refere à proteção das comunicações entre os seus membros.

 

Questionado pelo deputado liberal Rui Rocha sobre o ataque informático ao telemóvel do ministro da Defesa, António Leitão Amaro esclareceu que se tratou de "um evento com o telefone pessoal do senhor ministro, e não com um telefone profissional do Governo disponibilizado pela Secretaria-Geral e pelo seu gabinete".

Depois de ter sido identificada a situação, o ministro da Presidência disse que "foram adotados todos os procedimentos" de segurança.

O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, revelou na segunda-feira que o seu telemóvel foi alvo de um ataque informático que permitiu a terceiros utilizar o seu número, enviando mensagens em seu nome, e "desviar comunicações".

Em declarações à agência Lusa, em Atenas, na Grécia, o governante disse ter sido informado de que o ataque terá explorado as vulnerabilidades do telemóvel, por este já não permitir instalar atualizações de 'software'.

Durante uma audição no parlamento, no âmbito da apreciação na especialidade da Proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), Leitão Amaro referiu que quando a AD formou governo, o sistema de mensagens entre os seus membros teve de ser descontinuado porque "a aplicação foi considerada inapta nos testes de segurança".

No seguimento dessa decisão, o Governo tem "procurado identificar, com a informação e com o trabalho dos maiores especialistas em segurança, uma solução de mercado alternativa que possa apresentar níveis superiores" de fiabilidade.

"Entretanto, estamos a seguir os mesmos procedimentos que são aplicados pelos países NATO e governos da União Europeia", disse ainda.

A cibersegurança foi um dos temas em destaque na audição parlamentar do ministro da Presidência, tendo Leitão Amaro avançado que o investimento previsto para os próximos anos, avaliado em cerca de 230 milhões de ano, será feito "uma parte por entidades públicas" e outra parte por "entidades privadas".

Em resposta ao deputado socialista Pedro Delgado Alves, que questionou se esse investimento já teria tradução no OE2027, uma vez que a dotação para a proteção no ciberespaço e informações classificadas cai 77%, de 57 milhões para 13 milhões de euros, o governante explicou que a diferença fica a dever-se ao fim das verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

"Comparando os orçamentos de 2026 e de 2027, sem aquela verba do PRR, há um aumento significativo", segundo afirmou.

Leia Também: OE: Governo promete diálogo mas diz que proposta é "boa para freguesias"

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