Comunidade pontoPT quer aproximar portugueses da tecnologia em Berlim
A comunidade pontoPT, que junta portugueses a trabalhar em tecnologia em Berlim, será apresentada oficialmente a 05 de novembro, na Embaixada de Portugal, com o objetivo de criar contactos e aproximar profissionais que muitas vezes não se conhecem.
Radicado em Berlim, Diogo Guerner, CEO da Naviu e do Berlin AI Day, está entre os impulsionadores da iniciativa, que surgiu da constatação de que muitos portugueses trabalham na área tecnológica na cidade, mas estão dispersos.
"Há muitos portugueses a trabalhar em tecnologia na cidade, em 'startups', em grandes tecnológicas ou a fundar as suas próprias empresas, mas estão dispersos e muitas vezes nem se conhecem", disse Guerner à Lusa.
O nome pontoPT significa "o ponto português em tech". A ideia é criar uma rede onde os membros possam trocar contactos, partilhar oportunidades de emprego e projetos, encontrar mentores e estabelecer parcerias.
A comunidade quer também criar ligações entre os profissionais em Berlim e o ecossistema empresarial português, dando visibilidade a 'startups' nacionais e facilitando contactos com empresas, universidades e potenciais investidores. Estão previstos encontros, conversas e jantares, além de um diretório de membros.
"Em Portugal temos amigos, família, colegas de curso e contactos de anos; aqui começamos do zero", afirmou Guerner, que vive em Berlim há cerca de seis anos.
A apresentação será feita durante o pontoPT Talks, evento organizado em conjunto com a Associação de Pós-Graduados Portugueses na Alemanha (ASPPA), com o apoio da Embaixada de Portugal em Berlim, da AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, da Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas (DGACCP) e da Naviu.
O programa inclui dois painéis. O primeiro será dedicado ao apoio à comunidade portuguesa em Berlim e contará com a participação da embaixadora de Portugal, Madalena Fischer, de Rui Boavista Marques, da AICEP, e de Flávio Ramos, da ASPPA.
O segundo painel vai centrar-se na experiência de viver e trabalhar na capital alemã, com João Freitas, da Banxware, e Ana Valentim, da Distribusion.
Entre as dificuldades de quem chega à cidade, Guerner aponta a procura de casa num mercado habitacional difícil, a burocracia associada ao registo, aos impostos e aos seguros, a falta de contactos e as diferenças na cultura de trabalho.
Na sua perspetiva, as comunidades profissionais podem complementar o trabalho das instituições portuguesas na Alemanha. Enquanto estas têm capacidade para reunir entidades e estabelecer contactos com empresas, as redes locais conhecem de perto as necessidades dos profissionais.
"Muitas vezes, os portugueses sabem que estas instituições existem, mas não sabem como é que elas os podem apoiar, para além dos assuntos mais burocráticos tratados na embaixada", afirmou.
A pontoPT é uma iniciativa sem fins lucrativos e está aberta a apoios e parcerias para desenvolver as suas atividades.
"Fazemos isto pela ligação que temos a Portugal e à comunidade", concluiu.
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