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Coreia do Norte anuncia testes de novo tipo de torpedo guiado por IA

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Minuto Fonte Externa
17 de outubro de 2026 • 5 min de leitura
Coreia do Norte anuncia testes de novo tipo de torpedo guiado por IA

A Coreia do Norte realizou testes de lançamento de um "novo tipo" de torpedo de precisão que utiliza inteligência artificial nos seus sistemas de guiamento e deteção de alvos, anunciou hoje a agência oficial KCNA.

 

O teste subaquático deste sistema, batizado de Zam-2.0, decorreu na quinta-feira, informou a KCNA, acrescentando que "a tecnologia de IA foi aplicada à deteção de alvos e à função de condução do novo torpedo — um modelo super-rápido com guiamento de alta precisão".

Também esta semana, o regime comunista de Pyongyang anunciou o teste de lançamento de dois tipos de mísseis de cruzeiro estratégicos, na quarta-feira em direção ao Mar do Japão (leste), sem "qualquer impacto negativo na segurança dos países vizinhos", segundo a KCNA.

Os militares lançaram os mísseis, de tipo estratégico — passíveis de transportar ogivas nucleares — e que podem ser lançados de submarinos, segundo a imprensa oficial do regime comunista. Não foi especificado se foram lançados a partir de um submarino ou de uma plataforma de testes subaquática.

Os testes visam avaliar a prontidão dos sistemas de combate submarino do país, melhorar a capacidade da Marinha para realizar missões estratégicas e demonstrar a fiabilidade da sua capacidade de dissuasão nuclear, adiantou a imprensa oficial do regime de Kim Jong Un.

O Estado-Maior Conjunto (JCS, na sigla em inglês) da Coreia do Sul indicou ter detetado na segunda-feira o lançamento de vários mísseis balísticos a partir da zona de Pyongyang, que percorreram mais de 900 quilómetros.

Já o Ministério da Defesa japonês afirmou na rede social X ter detetado a queda do projétil.

O anterior lançamento de um míssil balístico pela Coreia do Norte ocorreu em 03 de outubro, quando o país disparou um projétil em direção ao mar do Japão - denominado mar do Leste nas duas Coreias - que caiu fora da Zona Económica Exclusiva do arquipélago, sem que fossem registados danos.

Por outro lado, na quinta-feira, Seul afirmou ter realizado com sucesso um teste do primeiro míssil hipersónico do país, que se encontra em fase de investigação e desenvolvimento.

No início de outubro, Pyongyang anunciou ter testado com sucesso um míssil hipersónico de alcance intermédio que utiliza IA para alterar a trajetória a baixa altitude.

Em setembro, o líder norte-coreano Kim Jong Un destacou a necessidade de melhorar "o nível de inteligência artificial" nos sistemas de armamento do país.

Os analistas avaliam que a Coreia do Norte pode avançar rapidamente na sua tecnologia de mísseis graças ao apoio militar russo, prestado em troca do envio de tropas e armamento para sustentar a guerra travada por Moscovo contra a Ucrânia.

Seul e Pyongyang, tecnicamente ainda em guerra, viram-se envolvidas numa escalada de tensão na sequência da explosão de duas minas, em 21 de setembro, na Zona Desmilitarizada entre as duas Coreias, que deixou dois soldados sul-coreanos gravemente feridos, além de outro soldado com ferimentos ligeiros.

A Coreia do Sul acusou Pyongyang de ter colocado os explosivos e exigiu um pedido de desculpas por parte do regime hermético, além de ter realizado, há uma semana, uma operação de remoção de minas na zona, enquanto as autoridades norte-coreanas negaram qualquer envolvimento e acusaram Seul de mentir para justificar provocações na fronteira.

Os mais recentes lançamentos deram continuidade a uma recente série de demonstrações de armamento, incluindo testes de vários sistemas de mísseis hipertónicos — visando avançar no desenvolvimento de um arsenal concebido para superar os sistemas de defesa antimíssil da Coreia do Sul e do Japão, segundo o regime comunista.

Nas últimas semanas, a Coreia do Norte também realizou exercícios com munições reais e incorporou um novo navio de guerra na sua frota, enquanto o líder Kim Jong Un continua a exibir o seu programa de armas nucleares e a rejeitar as ofertas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul para retomar as paralisadas negociações de paz.

Nos últimos anos, Kim interrompeu toda a diplomacia e cooperação com a Coreia do Sul, classificando o país como um inimigo permanente no meio de um impasse de longa data nas negociações nucleares mais amplas com Washington.

Até à data, rejeitou os apelos do Presidente norte-americano, Donald Trump, para retomar a diplomacia, que tinha fracassado em 2019. O regime exigiu que Washington abandonasse a política "hostil" em relação a Pyongyang e deixasse de exigir a desnuclearização da Coreia do Norte como pré-condição para as negociações.

Leia Também: Wall Street encerra em queda devido a preocupações com a IA

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