Coreia do Norte promete retaliação mais forte à hostilidade dos EUA
A Coreia do Norte avisou na quarta-feira (hora local) os Estados Unidos de que dará uma resposta mais firme ao que a influente irmã do líder Kim Jong Un classificou como uma "política hostil imutável" de Washington.
"Na realidade atual, em que são estabelecidos novos recordes na implementação da política hostil dos Estados Unidos em relação à RPDC (Coreia do Norte), é natural que sejam também estabelecidos novos recordes na nossa contraofensiva de retaliação", declarou Kim Yo Jong, citada pela agência de notícias oficial KCNA.
A irmã do líder norte-coreano já tinha criticado hoje duramente as alegações do FBI (polícia federal norte-americano) de que a Coreia do Norte seria responsável pelo ciberataque recorde de 6,3 mil milhões de dólares contra a plataforma de criptomoedas Binance, afirmando que o país "se opõe resolutamente" aos ataques cibernéticos.
"Não consideramos o incidente de invasão da Binance como um caso fortuito e repentino, nem como uma ação privada isolada, mas sim como uma extensão da política hostil imutável de Washington em relação à RPDC", sublinhou agora Kim Yo Jong.
"É evidente que a tentativa maliciosa dos Estados Unidos de obter vantagem política e estratégica ao explorar este caso traz consequências políticas", acrescentou.
O FBI afirmou, no sábado, que um grupo de hackers afiliados na Coreia do Norte, chamado TraderTraitor, foi o responsável pelo ataque.
Num comunicado divulgado na terça-feira, Kim Yo Jong rejeitou esta versão, classificando-a como uma "grave provocação política".
A Coreia do Norte realizou, na segunda-feira, um teste de lançamento de mísseis de cruzeiro estratégicos equipados com uma nova ogiva de submunições, segundo a KCNA.
A Coreia do Norte, que possui armas nucleares, testou recentemente uma variedade de armamento, incluindo drones de ataque, um novo sistema de torpedos guiados de precisão e um míssil hipersónico de alcance intermédio.
Na sua nova declaração, Kim Yo Jong deu a entender que Pyongyang vê pouco interesse em retomar a via diplomática.
"Está claro, para nós, que não temos motivo algum para nos sentarmos à mesa com pessoas tão pouco confiáveis e hostis, que se recusam a abandonar a sua política de confronto, ao mesmo tempo que falam em diálogo", realçou.
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