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Criado novo Mecanismo Africano para o Clima com 690 milhões de dólares

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Minuto Fonte Externa
3 de novembro de 2026 • 3 min de leitura
Criado novo Mecanismo Africano para o Clima com 690 milhões de dólares

A Corporação Financeira Africana e o Fundo Verde para o Clima (GCF) lançaram hoje o Mecanismo Soberano Africano para o Clima (ASCF), disponibilizando 690 milhões de dólares para vários países, incluindo Angola.

 

"Com um financiamento total de 690 milhões de dólares [616 milhões de euros], o ASCF foi concebido para ajudar os países africanos a fazer face aos impactos crescentes das alterações climáticas, promovendo simultaneamente as suas prioridades de desenvolvimento económico", lê-se no comunicado enviado à Lusa.

De acordo com os intervenientes, este é "um passo significativo no sentido de ampliar o financiamento climático e acelerar o desenvolvimento com baixas emissões de carbono e resiliente às alterações climáticas em toda a África".

O programa apoiará os governos na integração de considerações climáticas no planeamento nacional de desenvolvimento e na aceleração da implementação das suas Contribuições Determinadas a Nível Nacional (NDC), centrando-se, numa primeira fase, em Angola, Benim, Costa do Marfim e Nigéria, "países que enfrentam vulnerabilidades climáticas significativas, défices de infraestruturas e emissões crescentes de gases com efeito de estufa".

"As infraestruturas que construímos hoje devem impulsionar o crescimento de África e, ao mesmo tempo, resistir às pressões climáticas do futuro", comentou o presidente e diretor executivo da AFC, Samaila Zubairu, citado no comunicado.

Através desta parceria com o GCF "estamos a combinar financiamento concessional com a experiência da AFC no desenvolvimento de projetos e o seu capital para ajudar os governos a transformar as prioridades nacionais em energia fiável, sistemas alimentares e hídricos mais robustos e infraestruturas resilientes", afirmou.

A AFC irá organizar e financiar integralmente uma linha de crédito comercial paralela no valor máximo de 260 milhões de dólares (232 milhões de euros), com um prazo de até 10 anos, destinada a Angola, Benim, Costa do Marfim e Nigéria.

O objetivo é complementar o financiamento climático concessional, ampliar o capital disponível para apoiar investimentos elegíveis e ajudar, simultaneamente, os governos participantes a integrar a resiliência climática e o desenvolvimento com baixas emissões de carbono no planeamento nacional, de acordo com o comunicado.

África continua particularmente exposta aos efeitos das alterações climáticas, com o aumento das temperaturas, precipitações cada vez mais imprevisíveis e fenómenos meteorológicos extremos mais frequentes que ameaçam os meios de subsistência, a segurança alimentar e hídrica, as infraestruturas e a produtividade económica, lembra a AFC.

O rápido crescimento demográfico e a urbanização, indica ainda a instituição, estão a exercer uma pressão adicional sobre os serviços públicos e os sistemas de infraestruturas.

Leia Também: Angola exorta sistema financeiro a fomentar vantagens de África

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