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Crise na habitação: Um "problema horribilis" para o Governo

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Minuto Fonte Externa
2 de novembro de 2026 • 3 min de leitura
Crise na habitação: Um "problema horribilis" para o Governo

"As manifestações cresceram pela primeira carga da intervenção policial. Não estou aqui a questionar a sua legalidade ou não. 

 

Por vezes, a lei é cega e devemos ponderar outros fatores para além do cumprimento da lei. A percepção da forma como se faz e a sua proporção contam muito.

Isso foi o rastilho para aumentar exponencialmente a contestação, aumentar a presença nas praças e gerar muita simpatia em muitos portugueses que têm casa, mas estão solidários.

Estas manifestações tiveram na sua essência a genuinidade de um problema que é transversal ao país: a falta de habitação. Isso foi espoletado pelo aumento do custo de vida, tendo em conta, a guerra com o Irão e a guerra na Ucrânia.

Os porta-vozes destas manifestações é que devem falar e dar a cara. Os deputados e figuras públicas que vão para aparecer na televisão devem remeter-se ao silêncio e serem figuras secundárias. De outro modo, a essência destes protestos fica enviesada e permite aproveitamento político.

Quem deve falar sobre esta causa é quem encabeça estes protestos. Os políticos foram ultrapassados pelos acontecimentos.

Detesto pessoas oportunistas que querem cavalgar a onda deste descontentamento transversal à nossa sociedade. O protesto pela habitação não é de direita nem de esquerda. 

António José Seguro e Pedro Duarte fazem bem, tomar a iniciativa de dialogar e ouvir propostas de quem sofre na pele ser inquilino, ou quer ser proprietário de uma casa.

A crise na habitação é o cabo dos trabalhos para o Governo e se o seu ministro Luís Neves se fosse embora faria um enorme serviço ao país e ao Governo.

Em Portugal, há muito a mania de deixar cair uma maçã de podre, mas talvez fosse bom cortá-la para não contaminar o resto da árvore.

As sondagens refletem esta “sequência horribilis” da crise na habitação. É preciso explicar que é muito difícil resolver este problema de forma rápida, mas até se resolver há que dar condições para as pessoas continuarem a viver dignamente."

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Notícias ao Minuto | 09:59 - 07/10/2026

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