Deputados na Eslováquia unem forças contra coligação do primeiro-ministro
Vários deputados eslovacos que até agora apoiavam o governo uniram forças hoje contra a coligação do primeiro-ministro nacionalista Robert Fico, abalando o domínio do chefe do governo sobre o Parlamento.
Fico que regressou ao poder em 2023 à frente de uma coligação com uma maioria estreita no Parlamento eslovaco.
Durante o seu último mandato, suscitou manifestações por ter procurado manter laços estreitos com Moscovo, apesar da invasão da Ucrânia, e por ter tomado medidas destinadas a restringir direitos fundamentais neste Estado-Membro da UE.
No entanto, o apoio a Fico desmoronou-se após a retirada de vários deputados, entre os quais Tomas Taraba, que perdeu o cargo de ministro do Ambiente após um voto de desconfiança no final de setembro.
Desde então, criou um novo partido e anunciou que a sua formação não apoiaria certos projetos de lei propostos pela coligação de Fico, como o que visa restringir o voto por correspondência.
O deputado independente Roman Malatinec, que até então apoiava a coligação de Fico, declarou que se aliava a Taraba, que já conta com o apoio de outro antigo deputado da coligação.
Malatinec afirmou aos jornalistas no Parlamento que o grupo continuaria a apoiar as leis propostas pela coligação "que fazem sentido e ajudam as pessoas", mas que as "avaliaria caso a caso".
Taraba saudou hoje a adesão de Malatinec, dizendo-se "feliz" por o seu "projeto político" atrair aqueles que querem "resolver os problemas da Eslováquia em vez de se entregarem a pequenas disputas políticas".
A oposição afirmou que a coligação de Fico tinha perdido a sua maioria no Parlamento, que conta com 150 lugares.
O partido Liberdade e Solidariedade (SaS) indicou que a coligação de Fico dispunha agora apenas de 75 assentos, enquanto o partido Eslováquia Progressista apelou à realização de eleições antecipadas antes do fim da legislatura, no próximo ano.
O politólogo Jozef Lenc declarou à AFP que, mesmo que a crise se agrave, "ainda não é totalmente fatal" para Robert Fico. "A menos que surjam mais pessoas dispostas a pôr fim a esta provação", acrescentou.
Eslováquia recusa participar em novo empréstimo à UcrâniaA Eslováquia anunciou que não participará no novo empréstimo que a UE pretende conceder à Ucrânia até ao final do ano, exigindo medidas concretas da Comissão Europeia para reduzir o preço da eletricidade.
Lusa | 10:07 - 15/10/2026Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.
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