Derradeira sondagem: Lula e Flávio Bolsonaro separados por dois pontos
Lula da Silva e Flávio Bolsonaro continuam em empate técnico na última sondagem antes das presidenciais brasileiras de domingo. Olhando apenas para os votos válidos, o filho de Jair Bolsonaro reúne 51% das intenções de voto contra os 49% do atual presidente e candidato à reeleição.
A sondagem da Datafolha divulgada este sábado mostra, assim, que o empate continua dentro da margem de erro, que é de dois pontos.
Esta sondagem já reflete, de certa forma, o último debate entre os dois candidatos, já que foram entrevistadas 4.050 pessoas ao longo dos dias de ontem e de hoje, sábado.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Pela primeira vez nesta sondagem, a Datafolha divulgou também, esta noite, os números de votos válidos com propensão ao voto, ou seja, ajusta os resultados de Lula e de Flávio Bolsonaro considerando efeitos da distância do local de voto e a abstenção dos eleitores na primeira volta. O objetivo é projetar o impacto da abstenção.
Assim sendo, no segmento com alta propensão a votar, que reúne quem mora perto do local de votação e foi votar no primeiro turno, as intenções de voto são de 52% para Flávio Bolsonaro e 48% para Lula da Silva.
Esse grupo corresponde a 76% dos eleitores entrevistados.
Já no que toca aos resultados totais, incluindo nulos, brancos e indecisos, a sondagem mostra que 48% dos inquiridos pretende votar em Flávio Bolsonaro, 47% pretende votar em Lula da Silva, 3% votará em branco, nulo ou não tenciona ir votar e, por fim, 2% estão ainda indecisos.
Os dois candidatos à presidência do Brasil estiveram frente a frente, num último debate, na noite de sexta-feira, com Lula da Silva a defender o legado dos seus governos e Flávio Bolsonaro a apostar na segurança e no custo de vida.
No encontro promovido pela TV Globo, no Rio de Janeiro, o presidente e candidato à reeleição destacou os investimentos públicos e os aumentos do salário mínimo, enquanto o senador responsabilizou o Governo pelo endividamento das famílias e prometeu endurecer o combate à criminalidade.
Este foi o segundo e último embate entre os dois que vão a eleições no domingo para Presidente do Brasil, num debate mais centrado em propostas do que o anterior, promovido pela Band em 18 de outubro, que, apesar de vários ataques duros entre os dois foi favorecido por um formato que orientou a discussão para temas concretos e problemas das diferentes regiões do país.
"O brasileiro antes parcelava um fogão, parcelava um micro-ondas, parcelava a geladeira, agora parcelam o que tem dentro da geladeira", atacou Flávio.
Lula respondeu com os programas de renegociação de dívidas e o combate às plataformas de apostas online, que acusou de consumir dinheiro destinado à alimentação das famílias.
Uma provocação sobre o dedo que Lula perdeu num acidente de trabalho elevou a tensão depois de Flávio dizer: "dá com uma mão e tira com os nove dedos".
"Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos", respondeu Lula, que perdeu o dedo mínimo da mão esquerda numa prensa, quando trabalhava numa metalúrgica de São Paulo, aos 17 anos.
Brasil decide, no domingo, quem será o próximo presidente do maior país lusófono e da América Latina, numa luta entre o atual chefe de Estado, Lula da Silva, e o senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho de Jair.
Os dois estão tecnicamente empatados nas sondagens, uma imagem de um país dividido ao meio.
O filho de Bolsonaro conseguiu na primeira volta, em 4 de outubro, uma vantagem de dois pontos percentuais sobre Lula da Silva e perfila-se como favorito na reta final da campanha para as eleições de 25 de outubro.
[Notícia atualizada às 23h23]
Flávio termina campanha em "homenagem ao pai" no Rio de JaneiroFlávio Bolsonaro encerrou a campanha presidencial no Rio de Janeiro, em uma homenagem ao pai, Jair Bolsonaro, na véspera da segunda volta contra Lula da Silva.
Lusa | 22:51 - 24/10/2026Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.
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