Detido o líder local do Partido Comunista do Povo de Taiwan
As autoridades de Taiwan detiveram o líder local do Partido Comunista do Povo de Taiwan, acusando-o de se candidatar ao cargo de presidente da junta sob a direção e o patrocínio do Partido Comunista da China, foi hoje anunciado.
Taiwan vai realizar eleições para presidentes da câmara e o equivalente em Portugal a presidentes da junta em 28 de novembro.
Embora as eleições se concentrem mais em questões de subsistência, os resultados podem ser um bom indicador da popularidade do Partido Progressista Democrático no governo sob a liderança do presidente de Taiwan, Lai Ching-te, antes da eleição presidencial de 2028.
De acordo com a Agência Central de Notícias de Taiwan, os procuradores disseram hoje num comunicado que uma investigação inicial mostrou que o presidente do Partido Comunista do Povo de Taiwan, Lin Te-wang, também tinha orientado outro membro do partido a candidatar-se presidente de junta noutro bairro.
Os procuradores também alegaram que Lin tentou comprar votos ao recrutar repetidamente eleitores para viajar para a China continental, onde receberam foram acolhidos gratuitamente, segundo o relatório.
Embora o partido de Lin não seja influente na ilha democrática, esta não foi a sua primeira dificuldade legal devido aos seus supostos vínculos com a China. Lin e outro líder do partido enfrentaram acusações de infiltração chinesa e tentativa de influenciar as eleições, mas foram considerados inocentes em 2025, relatou o Taipei Times.
A Agência Central de Notícias de Taiwan disse que os procuradores tinham recebido informações sobre interferência estrangeira na eleição e convocaram 14 pessoas e nove testemunhas.
Após o interrogatório, os advogados do governo declararam suspeitar fortemente que Lin e o outro membro do partido tinham cometido um crime e estavam preocupados que a dupla pudesse fugir ou destruir provas, e por isso apresentaram pedidos aos tribunais locais para detê-los e proibi-los de serem visitados por outros, disse a agência de notícias.
Os tribunais decidiram a favor dos procuradores para Lin, mas libertaram o outro membro com uma fiança de 50.000 dólares taiwaneses (1.525 dólares), disse a agência de notícias. As outras pessoas convocadas foram libertadas durante a investigação, acrescentou.
O Escritório de Assuntos de Taiwan da China não comentou imediatamente.
Pequim vê Taiwan como uma província separatista a ser retomada à força, se necessário, e alegações de interferência da China são comuns nas eleições de Taiwan.
A China e Taiwan têm sido governadas separadamente desde 1949, quando o Partido Comunista Chinês subiu ao poder em Pequim após uma guerra civil. As forças do Partido Nacionalista derrotadas fugiram para Taiwan, que mais tarde passou de lei marcial para uma democracia multipartidária.
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