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Dezenas manifestam-se no Funchal contra aumento do custo de vida

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Minuto Fonte Externa
17 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
Dezenas manifestam-se no Funchal contra aumento do custo de vida

Cerca de 60 pessoas participaram hoje, no Funchal, numa manifestação contra o aumento do custo de vida, exigindo a subida dos salários e a melhoria das condições laborais para todos os trabalhadores.

 

A iniciativa foi promovida pela CGTP-IN (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses — Intersindical Nacional), estando previstas manifestações em várias regiões do país.

No Funchal, a adesão foi sobretudo de sindicalistas e dirigentes sindicais associados à CGTP, tendo os manifestantes percorrido algumas das principais artérias da capital madeirense.

Em declarações aos jornalistas, o coordenador da União de Sindicatos da Madeira (USAM), Alexandre Fernandes, salientou que o que está em causa são, sobretudo, "as dificuldades que os trabalhadores enfrentam com o aumento do custo de vida", nomeadamente na habitação, alimentação e nos combustíveis.

"Os trabalhadores estão hoje num impasse, sobra mais mês ao fim do salário, as perspetivas dos aumentos do salários naturalmente são insuficientes para fazer face a toda esta questão", declarou.

Questionado sobre a possibilidade de ser marcada uma greve geral, Alexandre Fernandes disse que, para já, não está prevista, mas se houver motivos para isso poderá a acontecer.

O sindicalista referiu ainda que a CGTP vai promover "uma grande jornada de luta junto à Assembleia de República, no dia 24 de novembro, após a discussão na especialidade do Orçamento do Estado".

Sobre o facto de a adesão à manifestação partir sobretudo de sindicatos, Alexandre Fernandes disse que "é algo que não é novo", considerando que "é uma característica do povo ilhéu".

"De facto não se mobilizam para estas questões, preferem mobilizar-se para outras, mas enquanto nós acreditarmos, está no nosso ADN a defesa intransigente dos direitos dos trabalhadores, e nós aqui estaremos, enquanto houver forças para o fazer", reforçou.

Durante o percurso, os manifestantes gritaram palavras de ordem, como "o custo de vida aumenta, o povo não aguenta" e exibiram faixas com reivindicações relacionadas com o aumento dos salários e as 35 horas de trabalho semanais para todos.

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