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"É imprescindível formar um governo de emergência nacional", diz Eisenkot

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Minuto Fonte Externa
8 de novembro de 2026 • 3 min de leitura
"É imprescindível formar um governo de emergência nacional", diz Eisenkot

O líder do partido Yashar, Gadi Eisenkot, afirmou hoje que "é imprescindível formar um governo de emergência nacional" em Israel, após o Presidente do país, Isaac Herzog, tê-lo encarregado da formação do próximo executivo.

 

"Estamos num momento de emergência, perante um ponto de não retorno para o Estado de Israel", disse Eisenkot na residência presidencial em Jerusalém.

"Serão necessárias medidas políticas criativas e pouco habituais", acrescentou.

"Depois dos anos tão difíceis que vivemos, desta vez temos de fazer de outra maneira. Desta vez, pelo bem de todos os israelitas. Os dias em que os israelitas se sentiam excluídos pelo seu governo precisam acabar e nunca mais voltar", afirmou.

Eisenkot dispõe agora de 28 dias — com possibilidade de prorrogação por mais 14 — para formar uma coligação. Caso falhe, Herzog poderá confiar a tarefa a outro deputado, que terá um novo prazo de 28 dias, sem possibilidade de prorrogação.

O líder do Yashar! estendeu a mão ao Likud - do atual primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu - e ao Partido Sionista Religioso, da extrema-direita.

"Se realmente acreditam que chegou a hora da unidade, como declararam perante o Presidente, não vejo razão para que não venham apoiar um governo liderado por mim e baseado nos princípios que apresentei", declarou.

"Quem tentar sabotar a formação do governo por motivos pessoais, e não por questões de fundo, ficará para a história como alguém que não salvou Israel num momento de emergência", alertou.

Eisenkot, antigo chefe do Estado-Maior, obteve nas consultas o apoio de 67 dos 120 deputados do Knesset (Parlamento), em comparação com as 46 recomendações recebidas por Netanyahu.

O partido ultraortodoxo Judaísmo Unido da Torá, com sete lugares e membro da coligação que está a abandonar o poder, não recomendou ninguém.

O Likud classificou, na quinta-feira, como ilegítimo um governo da oposição apoiado pelos partidos árabes.

A ministra dos Transportes, Miri Regev, alertou durante as consultas que, caso não se forme um "governo sionista alargado", uma "bandeira negra" pairará sobre o próximo executivo.

"Espero que [Eisenkot] faça todo o possível para formar um governo que sirva toda a nação. Espero, de todo o coração, que o governo que for formado conduza à unidade, à ligação e à cura de todas as partes da nação", declarou Herzog.

Leia Também: Eisenkot promete "fazer tudo" para formar "governo de urgência nacional"

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