Pular para o conteúdo
Publicidade

E-mails expostos do partido alemão AfD revelam possíveis irregularidades

M
Minuto Fonte Externa
25 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
E-mails expostos do partido alemão AfD revelam possíveis irregularidades

A análise de mais de 400 mil 'e-mails' do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), expostos esta semana por um ciberataque, revelou possíveis irregularidades cometidas por membros do partido, noticiou hoje a agência EFE.

 

A agência noticiosa espanhola indica que investigações das emissoras de rádio e televisão públicas NDR e WDR revelaram que a co-líder do AfD, Alice Weidel, teria tido conhecimento, muito antes de o admitir publicamente, de donativos recebidos pelo partido em 2017 que foram posteriormente considerados ilegais.

O principal partido da oposição alemã anunciou na terça-feira ter sido alvo de um ataque informático que expôs o conteúdo de mensagens de correio eletrónico de membros da organização política.

O ataque "contra um fornecedor de serviços de alojamento 'web' do partido", ocorrido em setembro de 2026, "foi detetado e rapidamente interrompido e todos os utilizadores foram posteriormente informados", disse ainda o partido, acrescentando que "as contas de 'e-mail' da organização federal do AfD não foram afetadas", e que estava a decorrer uma investigação.

Quando em 2018 rebentou o escândalo dos donativos, Weidel, então uma estrela em ascensão, afirmou desconhecer os detalhes do financiamento de campanhas e só ter tido conhecimento das transações semanas depois de terem ocorrido, refere a EFE.

Mas entre as mensagens agora reveladas estão algumas escritas pela política em 2017, nas quais serão dadas instruções precisas a pessoas de confiança, avisando-as com antecedência sobre as doações, que começaram a chegar quatro dias depois, em 18 parcelas, originárias da Suíça e totalizando 132.000 euros.

Em 2021, o processo criminal contra Weidel por alegada violação da Lei dos Partidos Políticos foi arquivado por falta de provas de que as doações ilegais tivessem sido organizadas, mas o AfD teve de pagar uma multa de 400.000 euros por não as ter rejeitado.

Os 'e-mails' expostos revelaram também os dados pessoais de milhares de jovens eleitores da região de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental (nordeste) solicitados pela AfD às autoridades regionais antes das recentes eleições de setembro.

O comissário de Proteção de Dados da região, Sebastian Schmidt, confirmou esta semana ao jornal Handelsblatt que abriu vários processos para investigar se algum funcionário público violou a lei de proteção de dados ao fornecer aquela informação.

Foram igualmente conhecidos detalhes sobre a viagem de sete políticos de extrema-direita, incluindo quatro membros do parlamento, à Síria em 2018, quando o país era liderado pelo ex-presidente Bashar al-Assad.

"As mensagens trocadas na altura sobre a viagem indicam que foi altamente controversa dentro do partido, pois não foi acordada com a liderança, e sugerem mesmo que foi organizada com a ajuda do [movimento xiita libanês apoiado pelo Irão] Hezbollah e dos serviços secretos russos", escreve a EFE.

Leia Também: Ciberataque expõe e-mails de dirigentes do partido AfD da Alemanha

Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.

Todos os direitos autorais e de propriedade intelectual pertencem ao veículo de origem. Leia a matéria completa na fonte original

Publicidade

Gostou? Compartilhe

Mande para os amigos ou publique nas suas redes.

Comentários (0)

Nenhum comentário publicado ainda.

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião sobre esta matéria!

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será divulgado publicamente. Comentários passam por moderação antes da publicação.