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Eleições? Investigação sobre suborno "não deve acusar" todos os árabes

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Minuto Fonte Externa
29 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Eleições? Investigação sobre suborno "não deve acusar" todos os árabes

O serviço de segurança interna israelita, Shin Bet, adiantou hoje que a sua investigação sobre a alegada interferência externa nas eleições de terça-feira "não deve culpar nem acusar todo um segmento", em referência à população árabe.

 

"Este tipo de investigação é específico e limitado, e não deve culpar nem acusar todo um segmento que compareceu às urnas de forma democrática e legal. Apenas aqueles que infringiram a lei serão alvo de medidas", refere o Shin Bet num comunicado divulgado pelos meios de comunicação social israelitas.

Os serviços de informação israelitas não fazem qualquer menção direta aos árabes, maioritariamente palestinianos com cidadania israelita, na nota de imprensa.

O presidente da Comissão Eleitoral Central, o juiz conservador Noam Sohlberg, solicitou hoje ao responsável do Shin Bet, David Zini, que investigasse denúncias recebidas, de uma fonte não especificada, sobre uma possível interferência estrangeira nas eleições.

Os meios de comunicação social israelitas informaram que as denúncias incluem a suspeita de que o Qatar teria alocado fundos para aumentar a participação eleitoral dos cidadãos árabes de Israel.

No entanto, a origem da informação e a extensão das suspeitas ainda não foram esclarecidas publicamente, e o governo catari negou as acusações.

As acusações surgem depois de a população árabe ter registado uma participação muito elevada no sufrágio, contrastando com o seu perfil tradicionalmente marcado pela abstenção, e de ter garantido resultados históricos para os partidos que a representam, conquistando cerca de 19 dos 120 lugares no Parlamento, ainda antes da divulgação dos resultados oficiais.

Entre os dois movimentos árabes, enquanto o partido islamista Raam já afirmou que vai colaborar com a investigação e negou qualquer acusação, a esquerdista Lista Conjunta classificou as acusações como uma "campanha coordenada" do Likud, o partido do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e da direita.

Já o Qatar rejeitou hoje as acusações de interferência nas eleições legislativas israelitas.

"Acusam o Qatar de comprar Benjamin Netanyahu, a esquerda israelita e agora o voto árabe", escreveu na rede social X o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros qatari, Majed al-Ansari, classificando as acusações como "tão ridículas quanto perigosas".

O partido Likud intensificou hoje as acusações contra os partidos árabes israelitas.

O Qatar desempenhou um papel central nas negociações entre Israel e o Hamas durante a guerra na Faixa de Gaza.

Doha participa também nos esforços diplomáticos entre Washington e Teerão para pôr fim ao conflito iniciado no final de fevereiro, após os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão.

Leia Também: Médio Oriente: Drone israelita mata dois palestinianos na Faixa de Gaza

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