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Etiópia: China defende diálogo e protagonismo africano perante conflito

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Minuto Fonte Externa
19 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Etiópia: China defende diálogo e protagonismo africano perante conflito

A China defendeu hoje o diálogo, o respeito pela soberania e o protagonismo dos países africanos na resolução dos conflitos no continente, numa altura em que se intensifica a violência no norte da Etiópia.

 

A posição foi expressa pela porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Mao Ning, durante uma conferência de imprensa, quando questionada sobre a relação entre a situação no norte da Etiópia e os quatro princípios apresentados recentemente pelo Presidente chinês, Xi Jinping.

As orientações foram expostas na semana passada, durante um encontro entre Xi e o presidente do Conselho de Ministros do Togo, Faure Gnassingbé.

Mao afirmou que estes princípios têm uma "importante relevância prática" para a resolução dos conflitos africanos, incluindo a atual situação no Corno de África.

A porta-voz defendeu que os países africanos devem desempenhar um papel central na resolução dos seus próprios conflitos e que as partes envolvidas devem respeitar os princípios da Carta das Nações Unidas, em particular a soberania e a integridade territorial dos Estados.

"As guerras e as sanções unilaterais não podem resolver verdadeiramente as divergências entre países", afirmou Mao, apelando ao fim das hostilidades através do respeito mútuo, do diálogo e da procura de consensos.

A responsável sublinhou ainda a importância de conciliar as necessidades imediatas de segurança com o planeamento do desenvolvimento a longo prazo, sem anunciar medidas concretas de mediação por parte de Pequim.

As declarações surgem depois de o exército etíope e as milícias aliadas terem alcançado avanços significativos contra os rebeldes da Frente Popular de Libertação do Tigré (FPLT), que anunciaram, em 23 de setembro, uma "guerra defensiva", após meses de escalada militar.

As forças federais recuperaram Mekelle, capital da região do Tigré, em 03 de outubro, enquanto o Governo de Adis Abeba estabeleceu, na passada sexta-feira, uma administração provisória para preparar a realização de eleições no prazo de seis meses.

A China mantém importantes interesses económicos e estratégicos no Corno de África, onde inaugurou, em 2017, a sua primeira base militar no estrangeiro, localizada no Djibuti.

O país, vizinho da Etiópia e da Eritreia, ocupa uma posição estratégica junto ao estreito de Bab el-Mandeb, uma das principais vias de acesso ao mar Vermelho.

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