EUA acusam políticos do Equador e filho do ex-presidente Bucaram de tráfico
O Ministério Público Federal do Distrito Sul de Nova Iorque anunciou hoje a acusação por narcotráfico contra cinco equatorianos, incluindo um ex-presidente da cidade costeira de Manta e o filho do ex-presidente Abdalá Bucaram (1996-1997).
Segundo o Ministério Público, os equatorianos são acusados por alegadamente "conspirarem durante mais de uma década para introduzir grandes quantidades de cocaína nos Estados Unidos".
Os acusados são Jaime Estrada Bonilla, ex-presidente de Manta e atual candidato à presidência nas eleições locais de novembro, o seu filho Jaime Estrada Mendranda, ex-deputado a quem impediram de se apresentar como candidato à presidência da câmara de Manabí; Jacobo Bucaram Pulley, filho do ex-presidente do Equador, e Geovanny Fernandez Menéndez e William José Briones López.
Estrada Bonilla e o seu filho foram presos no Panamá, enquanto os outros três acusados foram detidos na cidade costeira de Guayaquil, a maior do Equador.
No seu comunicado, o ministério público norte-americano sustenta que os Estrada, através da sua empresa exportadora de produtos do mar, introduziram durante anos enormes quantidades de cocaína escondidas em envios, em colaboração com líderes de organizações como Los Choneros e Los Lobos, as maiores e mais ativas do país andino.
Ambos têm sido classificados como terroristas tanto pelo Governo de Daniel Noboa como pela Administração Trump.
O documento especifica que os Estrada atuaram como intermediários para coordenar os envios e receber pagamentos.
Por exemplo, em 2026, alegadamente enviaram Fernández Menéndez e Briones López para se reunir com Bucaram para negociar o transporte de uma carga de duas toneladas de cocaína para o México, tendo como destino final os Estados Unidos.
A acusação também refere que, em 2023, a Polícia do Equador apreendeu 1.444 quilogramas de cocaína de um contentor da empresa exportadora dos Estrada no porto de Guayaquil.
Os cinco detidos foram presos na passada quarta-feira no Panamá e em Guayaquil, segundo informou na sua conta na rede social X o ministro do Interior equatoriano, John Reimberg, que também indicou que seriam extraditados para os Estados Unidos para cumprir as suas obrigações judiciais naquele país.
O ministro acrescentou que o filho de Bucaram, Jacobo, tinha um alerta vermelho da Interpol. O seu pai, Abdalá Bucaram, negou hoje estas afirmações na sua conta na X.
"Não consta nos registos da Interpol essa ordem", disse. Além disso, solicitou informações sobre o atual paradeiro do seu filho, que inicialmente foi transferido para o Quartel Modelo de Guayaquil, e comunicou que apresentará uma ação constitucional habeas corpus "para saber quais são as ordens de detenção que dizem ter".
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