EUA apelam à China para que cumpra acordo de trégua comercial
O governo dos EUA apelou sexta-feira à China para que cumpra "total e imediatamente" os compromissos assumidos em 2025, no contexto das negociações para reduzir o conflito comercial bilateral.
O secretário das Finanças norte-americano, Scott Bessent, durante uma conversação com o seu homólogo e vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, "sublinhou a importância para a China de aplicar total e plenamente os compromissos assumidos em Busan", na Coreia do Sul, em outubro de 2025, detalhou o seu Departamento, em comunicado.
Bessent "transmitiu as suas preocupações sobre as recentes medidas tomadas pela China", avançou-se no texto, mas sem detalhar as medidas em causa.
O representante da Casa Branca para o Comércio, Jamieson Greer, participou na conversa, que ocorreu a menos de duas semanas da cimeira dos membros da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC, na sigla em Inglês), na qual Donald Trump deve participar.
Este vai ser o primeiro encontro entre o presidente chinês, Xi Jinping, e Trump, desde a visita que aquele fez a Washington no final de setembro de 2025.
Na altura, os dois estabeleceram uma trégua comercial até 10 de janeiro, reafirmada em outubro seguinte na Coreia do Sul, que acabou com uma escalada de aplicação de taxas alfandegárias e medidas comerciais restritivas.
O fundo da polémica tem a ver com o acesso às designadas terras raras (que nem são terras, nem são raras) chinesas, muito necessárias no setor automóvel, na indústria de defesa e na produção de 'smartphones'.
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