Ex-Presidente do Senegal retira-se da corrida a secretário-geral da ONU
O antigo Presidente do Senegal Macky Sall anunciou hoje que retirava a sua candidatura ao cargo de secretário-geral da ONU, na sequência de uma primeira votação indicativa do Conselho de Segurança, onde nenhum candidato obteve consenso.
Numa declaração publicada nas redes sociais, Macky Sall afirmou ter tomado esta decisão "na esperança de contribuir assim para o surgimento de uma candidatura consensual no seio do Conselho de Segurança".
Na sexta-feira à noite, os membros permanentes do Conselho de Segurança vetaram todos os atuais candidatos ao cargo de secretário-geral da ONU, numa votação informal, segundo fontes diplomáticas.
Fonte diplomática afirmou à AFP que na votação, com carácter indicativo, nenhum dos sete candidatos conseguiu evitar um voto negativo das cinco potências — Grã-Bretanha, França, Estados Unidos, China e Rússia —, o que abre caminho ao surgimento de prováveis novas candidaturas.
Na sexta votação à porta fechada (conhecida como straw poll), e que deverá ser a última consulta, os 15 membros atribuíram, de forma anónima, uma classificação a cada candidato: "encoraja", "desencoraja" ou "sem opinião".
Pela primeira vez nas votações realizadas ao longo dos últimos meses, foram identificados por uma cor específica os boletins de voto dos cinco membros permanentes. Numa votação formal, basta o veto de um deles para 'chumbo' do candidato e este não ser recomendado para secretário-geral da ONU.
Até agora, liderava a corrida a costa-riquenha Rebeca Grynspan, de 70 anos — que dirigia a agência da ONU para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD).
Com nove votos de "encoraja", Rebeca Grynspan mantém-se na liderança, mas também recebeu hoje cinco votos de "desencoraja" — dois dos quais provenientes de membros permanentes — e um "sem opinião", segundo fontes diplomáticas consultadas pela AFP e EFE.
De acordo com o portal especializado PassBlue, os Estados Unidos e o Reino Unido votaram contra Grynspan.
Logo atrás surge o atual diretor da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), o argentino Rafael Grossi, de 65 anos, com oito votos a favor, seis contra (incluindo dois de membros permanentes) e um neutro.
Carolyn Rodrigues-Birkett, embaixadora da Guiana junto da ONU, teve igual votação, mas três votos favoráveis de membros permanentes, contra dois de Grossi.
O português António Guterres, de 77 anos, deixará o cargo a 01 de janeiro de 2027, após dois mandatos consecutivos e o resultado desta consulta mantém a porta aberta para que outros países apresentem novos candidatos.
O site noticioso Politico informou recentemente que os Estados Unidos eram contra todos os atuais candidatos à liderança da ONU.
O embaixador norte-americano na ONU, Mike Waltz, evitou responder diretamente quando confrontado com a informação, mas não a desmentiu.
A ONU atravessa um dos períodos mais difíceis da sua história, confrontada com a multiplicação de conflitos, divisões persistentes no Conselho de Segurança e graves dificuldades financeiras.
Candidatos a secretário-geral da ONU vetados no Conselho de SegurançaOs membros permanentes do Conselho de Segurança vetaram todos os candidatos ao cargo de secretário-geral da ONU, numa votação informal realizada na sexta-feira, segundo fontes diplomáticas.
Lusa | 00:09 - 17/10/2026Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.
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