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Florida e Alabama preparam execuções, horas após Indiana usar injeção

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Minuto Fonte Externa
5 de novembro de 2026 • 4 min de leitura
Florida e Alabama preparam execuções, horas após Indiana usar injeção

Os estados da Florida e Alabama, nos Estados Unidos, preparam a execução de dois homens hoje por terem morto idosos durante assaltos a casas, horas depois de o Indiana ter executado um prisioneiro com a primeira de três injeções letais.

 

Se assim for, na Florida será a 19.ª execução este ano sob gestão do governador republicano Ron DeSantis, igualando o recorde estabelecido pelo estado em 2025, e a segunda vez este ano que três pessoas seriam executadas no mesmo dia.

A pena de morte voltou a ser alvo de escrutínio desde a execução falhada de Christa Pike no Tennessee, em setembro, embora os tribunais tenham rejeitado tentativas de suspender outras execuções depois de ela ter sobrevivido a duas doses de pentobarbital.

No estado do Indiana, Jeffrey Weisheit, 50 anos, foi declarado morto às 12:45 de hoje na prisão estadual em Michigan City, disse Noelle Russell, porta-voz do Departamento de Correção.

A porta-voz adiantou que a última refeição de Weisheit foi costeletas de churrasco e que o condenado não teve palavras finais.

Ele tinha reconhecido ter matado os dois filhos da namorada num assalto e incêndio numa casa na área de Evansville em 2010, mas esperava que o governador Mike Braun lhe concedesse clemência e alterasse a sua sentença para prisão perpétua, o que Braun recusou.

A Florida realizou mais de metade das 32 execuções nos EUA em 2026 até agora.

DeSantis, que deixa o cargo em janeiro, disse que quer trazer justiça para as famílias que esperaram décadas para que as sentenças de morte fossem cumpridas.

Jesse Guardado confessou e rapidamente declarou-se culpado de ter esfaqueado fatalmente uma mulher de 75 anos dentro da sua casa no condado de Walton, em 2004, antes de lhe roubar a caixa das joias, 80 dólares e outros objetos de valor para comprar drogas. A idosa tinha-o ajudado a arranjar emprego e alojamento.

Um tribunal federal de recurso disse, em 2024, que Guardado, agora com 64 anos, tinha recebido uma sentença "completa e justa" de pena de morte. Os opositores da pena de morte citam a idade do homem do Alabama.

Em 1991, Michael Taylor, então com 19 anos, espancou duas pessoas até à morte, com 83 e 79 anos, com uma barra de metal durante um assalto a casa daquelas em Gadsden, Alabama.

A polícia prendeu-o com o Cadillac das vítimas a uma hora de distância, em Birmingham.

Os opositores da pena de morte tinham pedido à Governadora republicana Kay Ivey para reduzir a pena de Taylor para prisão perpétua, considerando a sua idade e imaturidade na altura dos assassinatos, mas aquela responsável política recusou o pedido.

"Se o estado matar o Michael, não é o jovem de 19 anos que cometeu o pior erro da sua vida que é morto. Mas, o homem maduro, respeitado e temente a Deus que está nessa cela hoje", afirmou Esther Brown, do Projecto Hope to Abolish the Death Penalty.

O estado está agora a planear a execução de Taylor, de 54 anos, por injeção letal, depois de um juiz ter declarado inconstitucional o método do gás de azoto. Os advogados do condenado contestaram a mudança de última hora para a injeção letal, já que ele tinha escolhido o gás de azoto como método há vários anos, mas um juiz decidiu contra Taylor.

Os advogados tinham pedido uma pena de prisão perpétua para Weisheit.

No Indiana, os advogados não conseguiram convencer Braun, um republicano, a permitir que Weisheit fizesse exames cerebrais numa tentativa de reforçar o seu argumento de que ele tem um historial de lesões na cabeça e problemas de saúde mental que deveriam impedir a execução.

A última objeção de Weisheit centrou-se no uso planeado pelo estado de drogas letais compradas numa farmácia que enfrentará uma audiência disciplinar na próxima semana no Conselho de Farmácia de Indiana.

A Suprema Corte de Indiana recusou intervir na noite de quarta-feira, embora dois dos cinco juízes quisessem uma suspensão de 10 dias para obter mais informações sobre a validade e armazenamento das drogas.

A execução proporcionou "justiça há muito esperada para Alyssa Lynch e o seu irmão Caleb, duas crianças inocentes cujas vidas foram roubadas num ato de crueldade indescritível", disse o Procurador-Geral de Indiana, Todd Rokita.

Governador da Califórnia quer comutar as 548 penas de morte do estado

O governador Gavin Newsom informou o Supremo Tribunal da Califórnia, esta quinta-feira, que irá comutar as penas de morte de todos os 548 presos do estado que aguardam execução, reduzindo suas penas para prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

Notícias ao Minuto | 20:33 - 05/11/2026

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