Pular para o conteúdo
Publicidade

Guardia Civil recorda resgate de jovem em Toledo: "Não a largámos"

M
Minuto Fonte Externa
31 de outubro de 2026 • 4 min de leitura
Guardia Civil recorda resgate de jovem em Toledo: "Não a largámos"

Um agente da Guardia Civil recordou o resgate de Almudena, a "única pessoa que conseguiu sair com vida" da carruagem oito do comboio de alta velocidade da Renfe, que colidiu com outro comboio, na manhã de quarta-feira, na localidade de Urda, província espanhola de Toledo.

 

"Estava frustrado até saber que ela estava viva. Porque, no final, foi a única pessoa que conseguiu sair com vida", começou por contar o agente, identificado como Salvador, num vídeo partilhado pela autoridade espanhola.

A vítima resgatada foi Almudena, uma jovem de Sevilha, que ficou presa debaixo da carruagem do comboio da Renfe após a colisão traseira.

"Ouvimos uma rapariga a gritar lá dentro. Deitámo-nos no chão e tivemos de avançar de rastos pela carruagem. Não a conseguíamos ver. Depois de algum tempo, quando já parecia que não a íamos encontrar, apareceu a sua mão", recordou Salvador, visivelmente emocionado.

"Assim que encontrámos a sua mão, começámos a falar com ela. Estava consciente. Ficámos a saber que se chamava Almudena, porque lhe perguntámos, e que era de Sevilha, pois tinha no pulso direito uma pulseira verde de uma irmandade religiosa", acrescentou.

A jovem "tinha ferimentos com hemorragias" nas mãos, que os agentes conseguiram estancar. Depois, seguiu-se a tarefa de tentar "retirar tudo aquilo que estava por cima dela e a que estava a encarcerar".

"Agarrámos-lhe a mão e nunca mais a largámos. Começámos a fazer turnos para retirar tudo o que conseguíamos de cima dela, até que chegou um momento em que conseguimos aceder melhor ao seu corpo. Já conseguíamos ver-lhe as pernas", indicou.

"Depois de mais de uma hora a lutar para a retirar dali, conseguimos. Saiu daquela carruagem com vida. Foi a única pessoa que conseguimos resgatar com vida daquele local", acrescentou.

Almudena foi transportada para um hospital para receber tratamento médico e o agente Salvador não desistiu até saber mais informações sobre a sua saúde. Perguntou a amigos que tinha no hospital "se tinha dado entrada uma rapariga chamada Almudena, de Sevilha", pedindo-lhes "apenas que dissessem se estava viva". 

"Era a única coisa que queríamos saber depois de tudo o que tínhamos feito no local", disse. "Mais tarde, durante a tarde, confirmaram-me que havia uma rapariga com aquelas características. Perguntei pelos seus traços físicos e confirmaram-me que correspondia à descrição".

Mais tarde, Salvador conseguiu entrar em contacto com o namorado de Almudena, que lhe "confirmou que era mesmo ela".

"Eram os olhos dela, era a pulseira dela e, acima de tudo, estava viva e estava bem", concluiu.

Una mano con la pulsera de una hermandad de Sevilla. Y un nombre, Almudena. El guardia civil Salvador agarró aquella mano en el coche 8 y le prometió que iba a salir con vida. Y así fue. Tras más de una hora de complicadísimos trabajos de rescate, pudieron sacarla y evacuarla al hospital. El testimonio uno de los muchos compañeros de la #GuardiaCivil y servicios de emergencias que tuvieron que intervenir en el accidente ferroviario de Urda (Toledo).

— Guardia Civil (@guardiacivil) October 31, 2026

O acidente ocorreu na quarta-feira de manhã, quando dois comboios de alta velocidade em que viajavam mais de 500 pessoas colidiram em Urda, uma localidade a cerca de 150 quilómetros a sul de Madrid.

Segundo o mais recente balanço, há registo de pelo menos 69 vítimas, um número que, de acordo com a Comissão de Investigação de Acidentes Ferroviários de Espanha (CIAF), continua a ser provisório. 

Este foi o segundo acidente ferroviário com comboios de alta velocidade este ano em Espanha, depois do de Adamuz, em Córdova, em janeiro, no qual morreram 46 pessoas.

Acidente ferroviário em Espanha: 34 pessoas continuam hospitalizadas

Trinta e quatro pessoas continuam hospitalizadas em quatro hospitais de Castela-La Mancha, em Espanha, após o acidente ferroviário de Urda, em Toledo, que causou 69 mortos até ao momento.

Lusa | 11:30 - 31/10/2026

Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.

Todos os direitos autorais e de propriedade intelectual pertencem ao veículo de origem. Leia a matéria completa na fonte original

Publicidade

Gostou? Compartilhe

Mande para os amigos ou publique nas suas redes.

Comentários (0)

Nenhum comentário publicado ainda.

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião sobre esta matéria!

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será divulgado publicamente. Comentários passam por moderação antes da publicação.