Pular para o conteúdo
Publicidade

Guardiola dá a voz por Gaza: "Não são mortos, são pessoas assassinadas"

M
Minuto Fonte Externa
20 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Guardiola dá a voz por Gaza: "Não são mortos, são pessoas assassinadas"

Pep Guardiola fez, esta segunda-feira, uso do estatuto de embaixador da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (UNRWA) para publicar, nas redes sociais, um vídeo no qual alerta para aquilo que está a passar-se, na Faixa de Gaza, por conta do conflito entre Israel e Palestina.

 

"Não são mortos, são pessoas assassinadas. Não são números, são vidas que tinham nome, rosto e família, sonhos e recordações. Não são danos colaterais, são meninas e meninos. E quando deixamos de chamar as coisas pelo nome, quando aceitamos uma linguagem que esconde a dor, começamos a perder a nossa humanidade", afirmou.

"Estamos a viver um momento muito obscuro da nossa história. Vemos meninas e meninos, em Gaza, a procurar pelos pais por entre os escombros, a pedir ajuda, a passar fome, a ficarem sozinhos. Vemo-los a perder tudo antes, inclusive, de terem podido crescer, e o inferno continua", prosseguiu.

"Com ele, também a desumanização do povo palestino. As suas vidas importam tanto quanto as nossas. A sua dor não é alheia. Não a esqueçamos. A solidariedade com a Palestina não pode descansar, a nossa responsabilidade também. Ao dia de hoje, o governo israelita assassinou mais de 74.000 pessoas, em Gaza", completou.

"Para milhões de refugiados e refugiadas da Palestina, o sofrimento ainda agora começou"

O catalão acusou, ainda, Israel de "obstruir a entrada de ajuda humanitária", "enquanto Gaza continua a ser devastada", e se prolonga a "demolição das casas palestinas e os deslocamentos forçados, na Cisjordânia", pelo que diz ser "importante recordar" que, "para milhões de refugiados e refugiadas da Palestina, o sofrimento ainda agora começou".

"Levam décadas a passar por deslocamentos, violência, perda, luto, trauma, incerteza e injustiça. Ainda assim, seguem em frente. Como admiramos a resiliência do povo palestino, mas não deveriam de ser resilientes. Nenhum povo deveria passar por gerações inteiras a demonstrar a sua capacidade para suportar o sofrimento", atirou.

"Nenhuma infância deveria crescer a aprender a sobreviver antes de viver, e, neste terrível contexto, há uma organização que não deixou de estar do seu lado por um único dia. Chama-se UNRWA. Há mais de 75 anos, a UNRWA acompanha os refugiados da Palestina, proporcionando atenção médica, proteção e ajuda humanitária", acrescentou.

"O silêncio, hoje, é uma forma de tomar partido, mas não podemos olhar para o lado"

O antigo treinador do Manchester City sublinhou que a UNRWA "é muito mais do que ajuda", mas "também memória": "É a instituição que preservou a história, a identidade e os direitos de gerações de refugiados palestinos. É a prova de que a sua existência não pode ser apagada. Hoje, apoiar a UNRWA é mais necessário do que nunca".

"Apoiar a UNRWA é apoiar quem continua a resistir à fome, à violência, ao medo e ao abandono, porque, para continuar a destruir, há que impor silêncio, e não nos vamos calar. O silêncio, hoje, é uma forma de tomar partido, mas não podemos olhar para o lado. A Palestina importa, e a Palestina precisa de justiça e paz", concluiu.

Leia Também: Israel retoma entrada de mercadorias em Gaza após suspensão

Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.

Todos os direitos autorais e de propriedade intelectual pertencem ao veículo de origem. Leia a matéria completa na fonte original

Publicidade

Gostou? Compartilhe

Mande para os amigos ou publique nas suas redes.

Comentários (0)

Nenhum comentário publicado ainda.

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião sobre esta matéria!

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será divulgado publicamente. Comentários passam por moderação antes da publicação.