Habitação: "Deixei ficar os contributos do PS ao Presidente da República"
O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, falou ao início da tarde desta sexta-feira, a partir do Estoril, sobre a lei das rendas e do encontro com o Presidente da República, António José Seguro.
Aos jornalistas, o líder socialista garantiu que está "absolutamente de acordo com o Presidente da República", quando este diz que a divergência não deve "ser desculpa para a inação".
"Há mais de um ano, escrevi ao primeiro-ministro propondo um trabalho conjunto e comum daquelas que devem ser prioridades nacionais fundamentais, nomeadamente sobre habitação e sobre a saúde", lembrou, revelando que agora, deixou ficar os "contributos do PS ao Presidente da República".
Já questionado sobre a possibilidade de haver um bloco central, Carneiro disse apenas que "é importante para a democracia que haja uma alternativa clara entre os dois principais partidos democráticos portugueses - o PS e o PSD - porque é entre essas duas alternativas que os portugueses e as portuguesas têm ofertas de respostas políticas democráticas para o seu futuro".
"Acabei de dar um grande contributo político para a estabilidade política do país e evitar uma crise. Num momento especialmente difícil para a União Europeia, para Portugal porque temos uma guerra na Europa, porque temos", atirou, recordando a abstenção do PS à proposta do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027) que permitiu que o documento fosse aprovado na generalidade.
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