Habitação: Milhares de pessoas e muitas palavras de ordem rumo ao Rossio
Milhares de pessoas arrancaram pouco depois das 17:00 do Largo Camões em direção ao Rossio, em Lisboa, para reivindicar o direito à habitação, uma semana depois de uma grande manifestação que juntou também muitos manifestantes na Avenida da Liberdade.
No Rossio é esperada mais uma noite de acampada, com montagem de tendas, um objetivo reafirmado à Lusa por Feijó, um dos porta-vozes da Acampada de Lisboa, apesar das intenções já reiteradas pela PSP de não o permitir.
A resistência a essa ordem da PSP dependerá da vontade expressa pelos manifestantes, acrescentou.
Em bloco, os manifestantes descem pelo Largo do Chiado contornando a zona das esplanadas para depois reentrar na Rua Garrett, seguindo até ao destino.
Bastante ruidoso e sempre ao som de palavras de ordem e palmas o desfile segue ordeiramente a passo lento rumo à praça do Rossio.
Na manifestação encontram-se elementos do Mecanismo Nacional de Prevenção da tortura e dos maus-tratos (NMP) depois de um grupo de seis cidadãos ter requerido, na sexta-feira.
A jurista Teresa Violante, o advogado Ricardo Sá Fernandes, os professores universitários Susana Peralta e Luís Aguiar-Conraria, a diplomata Ana Gomes, e o vice-presidente da Frente Cívica, João Paulo Batalha, pediram ao MNP que "esteja presente e disponível para visitar sem aviso, nessa noite e na madrugada seguinte, as esquadras para onde venham a ser conduzidas pessoas detidas".
[Notícia atualizada às 18h38]
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