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Habitação? Ventura aponta a "Governo insensível", migrações e Costa

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Minuto Fonte Externa
18 de outubro de 2026 • 4 min de leitura
Habitação? Ventura aponta a "Governo insensível", migrações e Costa

André Ventura reagiu, este domingo, à questão da habitação em Portugal, apontando à "grave crise demográfica e migratória", à "falta de empatia" e "egoísmo do próprio primeiro-ministro" e a António Costa. O Governo, considerou, é "completamente insensível ao tema". Numa declaração na sede do Chega, anunciou ainda um pacote legislativo de emergência para a habitação, incluindo aumento de deduções em IRS e possibilidade de défice orçamental para financiar as medidas.

 

Para o líder do Chega, "podemos tentar mascarar os dados como quisermos, mas toda ou quase toda a grave crise de habitação que passamos na Europa tem que ver também com grave crise demográfica e migratória que enfrentamos", afirmou em declarações aos jornalistas.

"Depois, temos a falta de empatia e o egoísmo do próprio primeiro-ministro nesta matéria. Um Governo que é completamente insensível àquele que é, provavelmente, o problema de maior impacto financeiro do nosso tempo na vida das famílias. Há distritos de Portugal onde as rendas aumentaram 75% nos últimos cinco anos", onde "o peso da renda nas finanças das famílias se tornou brutal". 

E André Ventura continuou a apontar ao Executivo: "Um Governo completamente insensível ao tema e perante um primeiro-ministro que acusa de egoísmo aqueles que lutam para ter um direito: o direito a terem uma habitação digna e a viverem com a sua família numa habitação digna". 

O líder do Chega considerou, em seguida, que "um Governo completamente insensível, alheado da realidade prática das pessoas, trouxe aos resultados que temos hoje". 

"Não foram só as rendas que aumentaram brutalmente nos últimos anos em Portugal. Os juros bancários de quem tem uma casa para pagar em crédito habitação tornaram-se absolutamente insustentáveis, e tornaram-se insustentáveis porque, evidentemente, os dados mostram que a taxa de juro subiu gravemente nos últimos cinco anos", vincou ainda. 

Para André Ventura, "devemos falar do aumento real no impacto e face ao rendimento das famílias que estes aumentos tiveram". "É impossível num país em que os salários estagnaram, ou subiram até oito ou nove por cento, ter aumentos de 300% no pagamento da respetiva habitação. É impossível achar que isto se resolverá facilmente, é impensável pensar que o mercado resolverá isto sozinho, ou despejando as pessoas, ou criando leis que permitem aumentar as rendas selvaticamente ou também desprotegendo completamente os proprietários", explanou.

"O que essa esquerda radical não vê", prosseguiu, "é que se as pessoas que têm as casas não as puserem a arrendar, também não haverá casas para arrendar". Deste modo, para Ventura, "não é a atacar nem proprietários nem inquilinos que resolveremos o problema da habitação". 

André Ventura também acusa António Costa

Na mesma declaração, André Ventura considerou que, "nos últimos cinco anos, Portugal teve um problema de habitação que não foi apenas criado pelo contexto internacional. Foi criado por um contexto seu, de fazer aumentar artificialmente a sua população, fazendo entrar descontroladamente no território pessoas que precisavam de casa e de um lugar onde estar". 

"Esse aumento, responsabilidade de António Costa, essencialmente, e depois de Luís Montenegro, não foi acompanhado de um aumento proporcional da construção de novas casas nem da facilitação de colocar no mercado casas para arrendar", sendo que, advogou Ventura, "pelo contrário, as pessoas sabiam, como hoje ainda sabem, que se alguém decide não pagar casa porque por exemplo não quer, os tribunais demoram anos a resolver o problema". 

E, "se continuarmos a deixar gente entrar indiscriminadamente, não haverá nem saúde, nem habitação, nem nenhum dos segmentos da vida social que precisamos, porque não há condições de responder a entradas de 20% a mais de população no território", salientou ainda. 

Para Ventura, "o país tem razões para estar desiludido, incomodado e frustrado com as políticas quer do Partido Socialista de habitação, quer do PSD de Luís Montenegro desde 2024". 

[Notícia atualizada às 18h02]

"Não dá mais? Então monta a tua tenda!" As imagens da acampada em Lisboa

As primeiras tendas da 'acampada' pela habitação começaram no sábado a serem montadas no Rossio, em Lisboa, pelas 17 horas. Noite fora, os manifestantes gritaram palavras de ordem e, quem ficou esta noite na praça, acordou sem polícia perto mas com turistas a fotografar - e um vento forte que empurrava as tendas vazias para a estrada.

Notícias ao Minuto com Lusa | 16:27 - 18/10/2026

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