Histórica senadora republicana Susan Collins reconhece derrota no Maine
A histórica senadora republicana pelo Maine Susan Collins reconheceu a derrota nas eleições intercalares dos Estados Unidos e irá deixar o cargo após quase três décadas na câmara alta do parlamento norte-americano.
De acordo com a emissora NBC, Collins admitiu na terça-feira a vitória do candidato rival Troy Jackson nas eleições para o Senado pelo Maine (nordeste), numa altura em que ainda não havia resultados oficiais, mas as projeções dos media davam vantagem ao democrata.
Poderá demorar alguns dias até que o vencedor seja conhecido, uma vez que o Maine é um dos dois estados que utilizam o sistema de votação por preferência.
Collins, de 73 anos, procurava um sexto mandato na câmara alta do Congresso, ao qual chegou em janeiro de 1997.
O adversário, Troy Jackson, de 58 anos, concentrou a campanha nos direitos dos trabalhadores, no custo da habitação e na saúde, além de apresentar a sua rival como uma aliada do Presidente republicano, Donald Trump.
A derrota representa um revés para os republicanos, num dos lugares mais disputados destas eleições, e uma oportunidade para os democratas alargarem o controlo do Senado.
Susan Collins tinha superado os desafios eleitorais anteriores, incluindo em 2020, quando conseguiu a reeleição com uma vantagem de nove pontos, apesar de o Maine ter votado no democrata Joe Biden nas eleições presidenciais.
O Maine tem apoiado os candidatos democratas à presidência desde 1992 e Susan Collins procurava a reeleição numa altura em que a popularidade do Presidente republicano está em baixo.
Collins tentou distanciar-se de Trump, afirmando durante um debate que "não é propriamente a senadora favorita dele".
Embora Collins tenha demonstrado vontade de contrariar o próprio partido e o Presidente, Jackson e outros democratas retrataram-na como alguém submissa a Trump.
Troy Jackson criticou duramente Susan Collins por ter votado a favor da confirmação do juiz do Supremo Tribunal Brett Kavanaugh, nomeado por Trump, e que, mais tarde, ajudou a anular as proteções constitucionais do aborto.
Susan Collins, que apoia o direito ao aborto, afirmou que não se arrepende do voto.
Troy Jackson, antigo presidente do Senado estadual de Maine, tornou-se o candidato democrata depois de Graham Platner, vencedor das primárias, ter desistido da corrida.
Os líderes do partido chegaram a apoiar a governadora do Maine, Janet Mills, para enfrentar Collins, mas esta acabou por ser derrotada por Graham Platner nas primárias.
Platner superou uma série de polémicas, incluindo a revelação de uma tatuagem reconhecida como um símbolo nazi, para garantir a candidatura, mas desistiu em julho depois de ter sido alvo de uma acusação de agressão sexual, que negou.
Troy Jackson foi escolhido como substituto durante uma convenção de emergência e teve cerca de cem dias para percorrer o estado, procurando reunir apoios contra uma das senadoras mais influentes.
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