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Huthis acusam Arábia Saudita de ataque que causou 20 mortos em Taiz

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Minuto Fonte Externa
6 de novembro de 2026 • 2 min de leitura
Huthis acusam Arábia Saudita de ataque que causou 20 mortos em Taiz

Os huthis do Iémen denunciaram hoje novos ataques aéreos sauditas contra um mercado que alegadamente provocaram 20 mortos e 10 feridos, todos civis, enquanto as forças governamentais iemenitas atribuem os ataques aos rebeldes xiitas pró-iranianos.

 

"A aviação do inimigo saudita levou a cabo vários ataques" contra um mercado na província de Taiz (sudoeste), provocando "20 mortos e 10 feridos entre a população civil, segundo um balanço provisório", afirmou o porta-voz do Ministério da Saúde huthi, Anis Al-Asbahi, à agência de notícias dos rebeldes Saba.

Segundo um comunicado do porta-voz dos rebeldes xiitas, Yahya Saree, o ataque que atribui à Arábia Saudita consistiu em três bombardeamentos contra o mercado de Al-Hadara.

Os rebeldes huthis, um grupo pró-Irão, domina grande parte do território iemenita, incluindo a capital, Sana.

O Exército do Governo iemenita internacionalmente reconhecido está a lutar contra os rebeldes com a ajuda de uma coligação liderada pela Arábia Saudita.

Desencadeado em 2014, o conflito no Iémen, o país mais pobre da Península Arábica, foi retomado em julho, no contexto da guerra regional, após quatro anos de relativa calma.

Desde o verão, os confrontos provocaram mais de 1.600 mortos e 300.000 deslocados, segundo dados da ONU, não havendo perspetivas de uma solução diplomática a breve prazo.

Na quinta-feira, a coligação militar liderada pela Arábia Saudita afirmou ter intercetado um míssil na região de Medina, cidade sagrada do Islão, atribuindo o disparo aos huthis.

"Foi realizada a interceção e destruição de um míssil balístico disparado pela milícia terrorista huthis na região de Medina", declarou Turki al-Malki, porta-voz da coligação que apoia o Governo iemenita contra os rebeldes huthis, na rede social X.

De forma recorrente, os huthis negam que tenham como alvo as cidades sagradas do Islão, Meca e Medina.

Leia Também: Rebeldes huthis afirmam ter atacado o aeroporto de Riade

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