Huthis reivindicam três ataques com mísseis na Arábia Saudita
Os rebeldes Huthis do Iémen reivindicaram hoje três operações militares contra alvos na Arábia Saudita, entre elas o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, e uma base aérea no sudoeste do país.
O porta-voz militar dos Huthis, Yahya Sarea, afirmou num comunicado que o primeiro ataque teve como alvo o aeroporto da capital saudita e garantiu que a operação atingiu o seu objetivo com sucesso, sem apresentar provas dos danos causados.
A segunda operação foi dirigida contra posições de aeronaves, depósitos de munições, centros de controlo de drones e outras instalações da base aérea de Rei Khalid, situada em Jamis Mushait, no sudoeste da Arábia Saudita. Segundo o comunicado, os impactos foram "precisos e diretos".
O terceiro ataque teve como alvo a base naval meridional das forças da Guarda de Fronteira saudita, em Jizan, perto da fronteira com o Iémen, onde os Huthis afirmaram ter causado "mortos e feridos entre os soldados e oficiais sauditas", sem especificar números.
Os insurgentes justificaram estas operações como uma resposta aos bombardeamentos sauditas do dia anterior contra Sanaa e outras províncias sob o seu controlo, que, segundo a sua versão, causaram dezenas de mortos e feridos, na sua maioria mulheres e crianças.
No comunicado, as forças huthi alertaram que continuarão os seus ataques contra o interior da Arábia Saudita e ameaçaram intensificar as suas operações até que a ofensiva militar cesse e o bloqueio imposto ao Iémen seja levantado.
Além disso, instaram as companhias aéreas internacionais e regionais, bem como os seus funcionários e passageiros, a evitar o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, que classificaram como inseguro, e alertaram que o espaço aéreo saudita também não é seguro, com exceção das zonas de Meca e Medina, segundo o comunicado.
Os ataques ocorrem no contexto da escalada militar entre a Arábia Saudita e os Huthis, um movimento insurgente aliado do Irão que controla, desde 2014, a capital e vastas zonas do norte e oeste do Iémen, onde Riade intervém militarmente desde 2015 à frente de uma coligação em apoio ao governo internacionalmente reconhecido.
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