Inam alerta para calor de 43 graus em cinco províncias de Moçambique
Uma vaga de calor deverá fazer subir as temperaturas até 43 graus Celsius em cinco províncias do sul e centro de Moçambique até domingo, segundo um aviso amarelo emitido hoje pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inam) moçambicano.
De acordo com o aviso meteorológico, válido até 08 de novembro, as temperaturas elevadas deverão persistir nos próximos dias, com valores máximos entre 37 e 43 graus Celsius nas províncias de Maputo, Gaza e Inhambane, no sul do país, e de Manica e Tete, no centro, devido à persistência do transporte de ar quente e húmido sobre o território nacional.
Na província de Maputo, o alerta abrange sete distritos, bem como as cidades de Matola e Maputo, capital do país. Em Gaza, estão abrangidos nove distritos e a cidade de Xai-Xai, enquanto em Inhambane o aviso inclui quatro distritos. Já nas províncias de Manica e Tete, o fenómeno deverá afetar vários distritos do interior e as cidades de Chimoio e Tete.
O Inam adverte, contudo, para uma alteração do estado do tempo a partir do final de sábado, prevendo a ocorrência de trovoadas, aguaceiros ou chuva acompanhados de ventos com rajadas.
"Espera-se também uma descida acentuada da temperatura no domingo, para a zona sul do país", refere-se no aviso meteorológico.
Face à situação, as autoridades moçambicanas recomendam a adoção de medidas de precaução e segurança face ao calor intenso, incluindo o reforço da hidratação, a redução da exposição direta ao sol nas horas de maior calor e uma atenção acrescida às crianças, idosos e pessoas com problemas de saúde.
Moçambique é considerado um dos países africanos mais vulneráveis aos efeitos das alterações climáticas, enfrentando regularmente cheias, ciclones tropicais e tempestades severas.
Segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), a última época chuvosa provocou 311 mortos e afetou cerca de 1,07 milhões de pessoas.
Em 10 de julho, o Inam anunciou a disponibilidade de mais nove drones e 30 operadores certificados para apoiar o mapeamento de áreas de difícil acesso durante eventos climáticos extremos, recolher dados e apoiar operações de busca e salvamento.
"Temos notado que, quando há um evento ou um desastre, cheias, fica difícil sabermos qual é a situação do outro lado, onde há cheias, o que está a acontecer, e há necessidade de fazer mapeamentos, se tem lá pessoas por cima das árvores que é preciso retirar, quando ir para lá fica difícil", disse na ocasião o diretor-geral do Inam, Adérito Aramuge.
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