Pular para o conteúdo
Publicidade

Irão confirma receção de carta dos EUA, mas não respondeu

M
Minuto Fonte Externa
29 de outubro de 2026 • 4 min de leitura
Irão confirma receção de carta dos EUA, mas não respondeu

O Irão confirmou hoje ter recebido uma carta do vice-presidente dos Estados Unidos (EUA), JD Vance, destinada a relançar as negociações entre os dois países, mas ainda não respondeu à iniciativa diplomática.

 

A agência iraniana Fars, citando uma fonte próxima do processo, informou que a mensagem foi dirigida ao secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Mohsen Rezai.

Por sua vez, a também iraniana agência Tasnim afirmou que Teerão exige aos Estados Unidos o cumprimento das "sete condições que impôs" para permitir avanços nas negociações.

A iniciativa surge numa altura em que Washington e Israel intensificaram as ameaças de novos ataques contra o Irão, aumentando os receios do regresso das hostilidades à região do Médio Oriente.

O jornal norte-americano The Wall Street Journal revelou na quarta-feira a existência da carta de JD Vance, afirmando que o vice-presidente dos EUA procurava com esta iniciativa avaliar a possibilidade de um entendimento que evite uma nova ofensiva militar.

Segundo o jornal, Vance está a avaliar se Teerão e Washington conseguem encontrar pontos de convergência suficientes para convencer o Presidente Donald Trump a não ordenar "um ataque breve e intenso contra o Irão nas próximas semanas".

A iniciativa não pretende alcançar imediatamente "um acordo de paz", mas estabelecer um "eventual quadro de negociações", acrescentou o The Wall Street Journal.

Uma das fontes citadas pelo jornal afirmou que a carta foi enviada a pedido de Trump, mas o Presidente norte-americano negou posteriormente ter estado na origem da iniciativa.

Na quarta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, tinha afirmado que Teerão continuava a discutir com os mediadores internacionais o seu plano para reabrir o estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo.

O controlo daquela passagem marítima tornou-se um dos pontos centrais do conflito iniciado no final de fevereiro, após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

Nas mesmas declarações, publicadas nas redes sociais, Araghchi afirmou que Teerão estava disponível para executar o seu "plano de paz de sete dias" em menos de uma semana, apesar de Washington o ter rejeitado há mais de um mês.

Embora as Forças Armadas da República Islâmica estejam "totalmente preparadas para defender a pátria", o ministro frisou que Teerão continuará a dar uma oportunidade à diplomacia "para que esta seja bem-sucedida".

A 25 de setembro, durante uma conferência de imprensa à margem da Assembleia-Geral das Nações Unidas em Nova Iorque, Araghchi propôs a Washington um plano de sete dias para pôr fim às hostilidades, reabrir o estreito de Ormuz e, posteriormente, iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano.

A proposta previa um cessar-fogo no Médio Oriente, o fim do bloqueio naval norte-americano, o levantamento das sanções ao petróleo iraniano e a libertação dos ativos iranianos congelados, em troca da reabertura do estreito de Ormuz e do início de negociações com os Estados Unidos para alcançar um acordo definitivo.

Um dia após a sua apresentação, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou ter rejeitado o plano, alegando que o seu país já controlava totalmente a estratégica passagem marítima de Ormuz.

Desde então, Teerão tem insistido que qualquer solução diplomática para o conflito deve garantir o cumprimento das suas condições.

Órgãos de comunicação social norte-americanos noticiaram preparativos de Washington e Telavive para lançar uma nova ofensiva contra a República Islâmica após as eleições intercalares nos Estados Unidos, marcadas para 03 de novembro.

Trump sobre eleições no Brasil: "Uma vergonha para o povo brasileiro"

O Presidente dos Estados, Donald Trump, classificou as eleições presidenciais brasileiras como vergonhosas e afirmou que falará com Lula da Silva, vencedor da eleição.

Lusa | 16:55 - 29/10/2026

Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.

Todos os direitos autorais e de propriedade intelectual pertencem ao veículo de origem. Leia a matéria completa na fonte original

Publicidade

Gostou? Compartilhe

Mande para os amigos ou publique nas suas redes.

Comentários (0)

Nenhum comentário publicado ainda.

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião sobre esta matéria!

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será divulgado publicamente. Comentários passam por moderação antes da publicação.