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Israel e Médio Oriente "não existiriam" se Irão tivesse arma nuclear

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Minuto Fonte Externa
6 de novembro de 2026 • 3 min de leitura
Israel e Médio Oriente "não existiriam" se Irão tivesse arma nuclear

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que Israel e o Médio Oriente "não existiriam" se "não tivesse impedido" o Irão de obter uma arma nuclear – principal argumento que invoca para justificar os ataques à República Islâmica.

 

"Israel e, na verdade, todo o Médio Oriente NÃO EXISTIRIAM HOJE se eu não tivesse impedido o Irão de obter uma arma nuclear. Ninguém quer dizer isto, mas todos sabem que é verdade!", publicou Trump na rede Truth Social, depois de o seu vice-presidente, JD Vance ter atribuído ao conflito com a República Islâmica a copiosa derrota sofrida pelo Partido Republicano nas eleições intercalares de terça-feira.

Vance afirmou na quarta-feira que "a razão" pela qual os republicanos perderam as intercalares foi a guerra no Irão e lamentou, referindo dados internos do Partido Republicano, que o problema não tenha sido a abstenção, mas sim o facto de muitos eleitores que votaram em Trump em 2024 terem optado agora pelos democratas.

Trump hoje falou por telefone com Tamim bin Hamad Al Thani, emir do Qatar – país que atua como mediador no conflito que envolve o Irão –, para discutir os "esforços" em curso para evitar uma escalada no Médio Oriente.

Segundo informou o gabinete do emir em comunicado, durante a conversa ambos abordaram "os últimos avanços nas iniciativas internacionais, especialmente os esforços do Qatar para aproximar as posições das partes envolvidas e apoiar o processo de negociação, visando abrir caminho a um acordo abrangente que encerre a crise e estabeleça a segurança e a estabilidade na região".

O Irão reivindica o controlo do estreito de Ormuz, por onde passava um quinto do petróleo e gás mundial antes da guerra desencadeada no final de fevereiro pelos ataques israelitas e norte-americanos contra Teerão.

O Irão costuma atacar embarcações que transitam pela região sem a sua autorização, navegando junto à costa de Omã. Em resposta, Washington impôs um bloqueio aos portos iranianos e escolta os petroleiros ao longo dessa rota, quando as negociações de paz entre os dois países estão num impasse.

Na semana passada, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) afirmou que as suas forças tinham "limpado com sucesso as principais vias do estreito de quaisquer minas iranianas".

Os Estados Unidos afirmam ter ajudado os países do Golfo a exportar 1,5 mil milhões de barris de petróleo via Ormuz desde o verão, contornando o bloqueio iraniano.

Numa informação não confirmada de forma independente, a Guarda Revolucionária do Irão anunciou hoje que outros dois petroleiros estão em chamas depois de terem atingido minas na região do estreito de Ormuz, palco central do conflito.

Anúncios deste tipo tornaram-se mais frequentes nas últimas semanas, enquanto Washington afirma, por outro lado, ter realizado uma ampla operação de desminagem nesta crucial rota marítima.

Em meados de outubro, dados da empresa de segurança Vanguard, da Organização Marítima Internacional (OMI) e da agência britânica de segurança marítima (UKMTO, na sigla em inglês) indicaram um aumento dos ataques.

No entanto, até ao momento, estas agências não confirmaram as novas alegações de de Teerão.

Já na quinta-feira, as forças armadas iranianas tinham afirmado que cinco petroleiros e um rebocador sofreram um destino semelhante.

Leia Também: Ataques do Hamas foram "uma das operações árabes mais bem-sucedidas"

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