Israel inicia "operação contraterrorista pontual" na região de Hebron
As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram hoje o início de uma "operação contraterrorista pontual e limitada" na região de Hebron, na Cisjordânia, em resposta ao ataque a tiro, atribuído ao movimento Hamas, em que morreram dois militares.
"As tropas iniciaram buscas minuciosas por toda a área, visando localizar e desmantelar infraestruturas terroristas e apreender armamento, bem como interrogar suspeitos", referem as FDI em comunicado divulgado nas redes sociais.
O alvo da "operação contraterrorista pontual e limitada" é a região de Hebron, de onde partiram os terroristas e as FDI adiantam que os residentes da região onde as forças estão a operar poderão sair através de três pontos de saída designados, após passarem por interrogatório e rastreio de segurança.
"Os indivíduos que levantem suspeitas durante este processo serão encaminhados para as forças de segurança para interrogatórios adicionais", adiantam.
O ataque que desencadeou a resposta militar ocorreu hoje no cruzamento de Judeia, nas proximidades de Hebron.
Dois dos atacantes foram mortos por militares israelitas, enquanto o Exército prosseguia as buscas para identificar outros possíveis envolvidos.
Dois soldados israelitas morreram no ataque, enquanto outros três sofreram ferimentos ligeiros.
Katz afirmou que os atacantes pertenciam a uma célula do movimento islamita palestiniano Hamas, proveniente de Hebron, e que pretendiam realizar um ataque de grandes dimensões contra civis israelitas.
O Hamas saudou o ataque e apelou à realização de novos tiroteios contra israelitas, mas não reivindicou a sua autoria.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou anteriormente o início de uma operação militar na Cisjordânia ocupada, incluindo a retirada forçada de residentes palestinianos, após o ataque mortal.
"As Forças de Defesa de Israel entrarão nos bairros de onde saíram os terroristas, retirarão os residentes, realizarão buscas casa a casa e desmantelarão as infraestruturas terroristas", prometeu Netanyahu numa mensagem em vídeo.
O primeiro-ministro, que se deslocou hoje à zona onde ocorreu o ataque, perto da cidade de Hebron, garantiu que o Exército está preparado para uma operação "numa escala nunca vista desde a Guerra dos Seis Dias", em 1967.
Netanyahu prometeu ainda reforçar as infraestruturas dos colonatos israelitas no território ocupado, afirmando que o Governo está a estabelecer e a legalizar mais de uma centena de novas comunidades.
Os colonatos israelitas na Cisjordânia são considerados ilegais à luz do direito internacional.
O ministro da Defesa, Israel Katz, que visitou Hebron juntamente com Netanyahu, confirmou que o bairro de onde terão partido os autores do ataque será evacuado e que as infraestruturas consideradas terroristas por Israel serão destruídas.
Segundo Katz, a operação seguirá o modelo aplicado anteriormente no campo de refugiados de Jenin, no norte da Cisjordânia.
O anúncio da operação militar ocorre a quatro dias das eleições legislativas israelitas, marcadas para terça-feira, 27 de outubro, num contexto de crescente tensão política e acusações da oposição sobre a utilização eleitoral das questões de segurança.
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