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Israel: Líder da oposição acelera criação de "governo de emergência"

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Minuto Fonte Externa
3 de novembro de 2026 • 4 min de leitura
Israel: Líder da oposição acelera criação de "governo de emergência"

O líder do partido Yashar!, Gadi Eisenkot, disse hoje que vai acelerar as negociações para formar um "governo de emergência nacional", uma semana após as legislativas que abriram um impasse político em Israel, e iniciar alterações legislativas no parlamento.

 

"Temos dois objetivos: formar um governo de emergência nacional e avançar com medidas no Knesset [parlamento], incluindo a eleição de um novo presidente, a aprovação de leis importantes e a revogação daquelas que ameaçam a nossa democracia", anunciou Eisenkot em comunicado divulgado pelo seu partido de centro-direita.

As legislativas de 27 de outubro deram vitória ao Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que não conseguiu porém a maioria de 61 deputados para controlar o Knesset, nem com os seus aliados de extrema-direita e ultraortodoxos, totalizando 53 lugares.

Na mesma situação encontra-se o Yashar!, que ficou em segundo lugar na votação e que apenas consegue reunir 48 mandatos com os restantes parceiros do chamado bloco da mudança.

Este grupo inclui a coligação centrista Juntos, dos antigos primeiros-minitros Naftali Bennett e Yair Lapid, a aliança de centro-esquerda Democratas, liderada por Yair Golan, e o partido de direita Israel é a Nossa Casa, chefiada pelo ex-ministro da Defesa Avigdor Lieberman.

As duas listas árabes elegeram 19 parlamentares, que podem ser decisivos para alcançar uma maioria absoluta ou um governo minoritário com suporte parlamentar.

Mas este apoio não reúne consenso nas forças oposição de base judaica, que já se uniram no nome de Gadi Eisenkot para liderar um executivo em substituição de Netanyahu.

Eisenkot indicou que os partidos que compõem o seu bloco estão coordenados e que as suas equipas de negociação "começarão a trabalhar o mais rapidamente possível" para avançar com aquelas medidas.

O líder do Yashar! (Íntegro) e antigo chefe das forças armadas afirmou ainda que o seu objetivo é impedir que Israel fique refém do impasse político e seja forçado a novas eleições, bem como afastar Netanyahu do poder.

Além disso, alertou que os próximos dias serão marcados por "manipulação política e conferências de imprensa maliciosas" por parte do partido Likud.

Não sinalizou, porém, o caminho para viabilizar um governo que dispense o apoio dos grupos árabes.

Eisenkot recordou ainda o aniversário do assassínio do ex-primeiro-ministro israelita Yitzhak Rabin, morto a tiro por um ativista israelita de extrema-direita em 04 de novembro de 1995, e pediu que todos se mantenham "firmes contra a violência e a erosão das instituições democráticas".

A declaração do dirigente israelita surge na véspera do início das consultas do Presidente israelita aos partidos sobre o próximo governo.

As consultas têm a duração de dois dias, mas podem ser prolongadas, segundo Isaac Herzog, que não deu ainda indicação sobre o nome que vai convidar para constituir um executivo.

Em aberto está a escolha de Netanyahu, na qualidade de líder do partido mais votado mas com hipóteses remotas de receber aprovação no Knesset, ou Eisenkot, à frente de uma coligação de oposição mas sem base ainda conhecida de viabilidade parlamentar.

O primeiro-ministro israelita apelou pelo seu lado na segunda-feira para a formação de um governo de coligação alargado, excluindo os partidos árabes, a ser chefiado por ele próprio.

"Procuramos formar um governo mais amplo com os nossos parceiros e com qualquer partido que deseje juntar-se a nós e que não apoie o terrorismo. Estou aberto ao diálogo sobre este assunto", afirmou Netanyahu, num comunicado publicado nas redes sociais.

Assim que o Presidente israelita designar um candidato, este terá 28 dias para negociar com potenciais parceiros de coligação, após os quais poderá solicitar uma prorrogação de outros 14.

Caso o candidato não consiga formar uma coligação, a decisão regressa ao Presidente, que poderá escolher outro nome para tentar novamente a formação de um executivo durante 28 dias, sem possibilidade de prorrogação.

Leia Também: Síria acusa Hezbollah de ataque frustrado a refinaria em Homs

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